Moro nomeia ex-delegada da Polícia Federal como conselheira no Coaf

Moro nomeia ex-delegada da Polícia Federal como conselheira no Coaf
IBOVESPA

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, nomeou Érika Marena como conselheira no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

A nova conselheira no Coaf  é ex-delegada da Polícia Federal e é apelidade de “mãe” da Operação Lava Jato. O posto que a ex-delegada passa a ocupar, era de Camila Colares Bezerra, da Controladoria-Geral da União.

Érika Marena foi quem solicitou a prisão preventiva de Luiz Carlos Cancellier.

Cancellier era ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e se suicidou duas semanas após a prisão.

A ex-delegada é chefe de um departamento do Ministério da Justiça. E possui “experiência reconhecida na recuperação de ativos e investigação de crimes financeiros“, segundo a pasta.

Por ser da Polícia Federal, a nomeação de Érika Marena indica que o Coaf poderá virar um braço da polícia, segundo fonte a “Folha de S. Paulo”.

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Coaf

O Coaf foi o órgão que apurou as movimentações bancárias atípicas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL). As movimentações ocorreram quando Flávio era deputado estadual.

Queiroz movimentou cerca de R$ 1,23 milhão entre 1º de janeiro de 2016 e 31 de janeiro de 2017. O ex-funcionário de Flávio, na época, recebia perto de R$ 23 mil e não teria rendimento para movimentar valores milionários.

Além disso, o Coaf também detectou movimentação atípica na conta bancária de Flávio Bolsonaro.

Sem identificação da fonte, foram 48 depósitos feitos entre junho e julho de 2017. Cada um deles no valor de R$ 2 mil, totalizando R$ 96 mil.

O documento afirma que o fato da transferência total ter sido fracionada levanta suspeita de ocultação da origem do dinheiro.

“Se, por acaso, ele errou e isso ficar provado, eu lamento como pai, mas ele vai ter que pagar o preço por essas ações que não podemos aceitar”, comentou Jair Bolsonaro, em 23 janeiro.

O órgão não precisa de autorização judicial para analisar movimentações financeiras.

Caso o Coaf passe de fato a foca em investigações, a capacidade para produzir relatórios de inteligência pode ser reduzida.

Amanda Gushiken

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