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Semana Internacional: Guerra comercial, Reino Unido e Facebook

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Os noticiários político e econômico internacionais deixaram os investidores de todo o planeta atentos nas últimas semanas. Os mercados mostraram-se de olho às informações que podem influenciar o mercado financeiro. Confira as principais notícias da Semana Internacional.

Um dos destaques da Semana Internacional é o Facebook (NASDAQ: FB) nos Estados Unidos. Segundo o jornal norte-americano “Wall Street Journal”, autoridades federais estão cogitando solicitar uma liminar contra a companhia multinacional das redes sociais.

De acordo com o órgão, isso aconteceria em decorrência das preocupações antitruste relacionadas à forma como seus produtos de interagem em seus aplicativos, como o Instagram e o WhastApp. A Justiça estadunidense pode alegar que essa medida é anticompetitiva.

Saiba mais: Facebook tem alta de 19% no lucro líquido do 3T19 para US$ 6,09 bi

Segundo Ming-Chi Kuo, um respeitado analista de tecnologia na região Ásia-Pacífico e especialista em Apple (NASDAQ: AAPL), a gigante da tecnologia está revendo seus processos internos para que os custos da implementação da rede 5G nos próximos iPhones não seja repassado aos consumidores.

O analista afirma que os componentes da nova tecnologia devem adicionar entre US$ 30 e US$ 100 por unidade. Vale lembrar que a Apple busca manter o bom desempenho financeiro, uma vez que no último trimestre apresentou uma receita líquida 2% menor, a US$ 5,4 bilhões.

Uma das maiores instituições bancárias dos Estados Unidos, o J.P. Morgan (NYSE: JPM), para 2020, está recomendando uma alocação de investimentos com maior risco. O objetivo é aproveitar o impulso da economia global após a desaceleração dos últimos meses.

Confira: J.P. Morgan recomenda ações para 2020, diminuindo a exposição ao ouro

Os papéis em Bolsa de Valores são um tema comum entre as maiores convicções do gigante de WallStreet. As indicações do J.P. Morgan englobam bancos japoneses, ações alemãs e mercados emergentes, como o Brasil, segundo relatório de alguns dos seus estrategistas divulgado na última quarta-feira (11).

A Google (NASDAQ: GOOGL), irá lançar aqui no Brasil, o recurso de SMS verificado. A novidade está atrelado ao aplicativo Google Messages e permite ao usuário confirmar a identidade do emissor da mensagem. A Bradesco (BVMF: BBDC4) é uma das empresas que já aderiram ao programa.

Mensagens de SMS são usadas por várias companhias para avisar o usuário sobre transações, informar códigos de acesso para autenticação em duas etapas e ajudar na recuperação de senhas.

Noticiário Internacional

O principal destaque da semana é o acordo firmado entre Estados Unidos e China na guerra comercial.

Wang Shouwen, vice-ministro do Comércio da China, afirmou em uma entrevista coletiva em Pequim na última sexta-feira (13) que ambas as partes alcançaram “progressos significativos” na disputa que já durava 19 meses.

Segundo o representante chinês, o acordo resulta na remoção de algumas das tarifas sobre US$ 360 bilhões em produtos de origem chinesa por parte dos Estados Unidos. Segundo ele, as tarifas sairiam em fases e incluiriam isenções adicionais para algumas exportações.

Confira: China e Estados Unidos confirmam acordo na guerra comercial

O acordo vem em bom momento para Donald Trump, pois o entendimento com os chineses para o fim da primeira fase na guerra comercial poderá ser usado em sua campanha para a reeleição nas eleições de 2020 enquanto o Congresso avança com seu impeachment.

Na última sexta, o Comitê Judiciário da Câmara norte-americana aprovou os “artigos do impeachment”, ou seja, as denúncias formalizadas que serão apresentadas ao plenário. Os artigos são baseados nos seguintes termos:

  • Abuso de poder ao forçar uma investigação contra a família de Jon Biden, em favor das eleições presidenciais do ano que vem
  • Obstrução de justiça por ignorar intimações, se recusando em entregar documentos aos investigadores durante o processo de análise

A expectativa da presidente da Câmara, Nancy Pelosi, é de votar em plenário o impeachment do mandatário na próxima semana.

Além disso, outro fator importância para a relações internacionais na última semana foi a vitória do Partido Conservador, do primeiro-ministro britânico Boris Johnson, sobre o Partido dos Trabalhadores nas eleições antecipadas no Reino Unido.

Confira: Após eleições no Reino Unido, União Europeia concorda em iniciar negociações

O partido o prêmie ficou com 364 cadeiras contra 203 do Partido Trabalhista, liderado por Jeremy Corbyn. Dessa forma, Johnson foi reconduzido ao cargo pelo qual assumiu em julho deste ano.

Após o resultado das eleições, Johnson fez agradecimentos e afirmou que o Partido Conservador “recebeu um novo e poderoso mandato para realizar o Brexit – e não apenas para fazer o Brexit, mas para unir este país e levá-lo adiante”.

O Parlamento britânico se reunirá antes do Natal para votar a lei sobre o tema, para que, antes de 31 de janeiro, data estipulada para a possível saída do Reino Unido do bloco, o Parlamento europeu faça o mesmo.

A Semana Internacional da SUNO Research levanta os principais acontecimentos da última semana e que irão movimentar os mercados internacionais.

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Jader Lazarini
Jader Lazarini escreve sobre mercado financeiro, política e economia para o portal de notícias da Suno Research. Anteriormente, trabalhou na Unidas. Estuda Relações Internacionais na Universidade Anhembi Morumbi.