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Resumo da Semana: Oi; Tarifas de alumínio e aço; recorde do Ibovespa

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A primeira semana do mês de dezembro contou com notícias que agitaram tanto o mercado interno quanto o cenário internacional. No Resumo da Semana do SUNO Notícias você acompanha todas as notícias mais relevantes dos últimos cinco dias.

Em meio a falas do presidente dos EUA, Donald Trump, e novidades sobre empresas, a companhia Oi de telecomunicação chamou a atenção e é o grande destaque do Resumo da Semana. Além disso, novidades sobre uma possível privatização do Banco do Brasil também foram destaques. A semana ainda contou com as altas históricas do Ibovespa.

Confira os principais pontos do Resumo da Semana:

Oi

Para iniciar o Resumo da Semana, separamos a notícia sobre a Oi (OIBR3), que divulgou seu balanço trimestral referente ao terceiro trimestre de 2019 na última segunda-feira (2). A empresa reportou um prejuízo líquido de R$ 5,74 bilhões, alta de 330% em relação ao mesmo período do ano passado.

Além disso, de acordo com a empresa de telecomunicações, a receita líquida foi de R$ 4,95 bilhões, ante R$ 5,43 bilhões do mesmo período de 2018, um resultado que representa uma baixa de 8,8% na comparação anualizada.

A dívida líquida da operadora telefônica cresceu 34,1%, atingindo R$ 14,71 bilhões. Assim, o caixa disponível caiu 38,2%, chegando a R$ 3,19 bilhões. O Capex, o investimento em bens de capital, foi de R$ 2,06 bilhões, uma alta 35,3%.

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O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de rotina, de acordo com a empresa, foi de R$ 979 milhões, uma queda de 32,9% em relação ao 3T18.

A margem Ebitda caiu 7%, saindo de 26,6% para 19,6%. Considerando os efeitos do IFRS 16, a margem Ebitda ficou em 27,5%.

De acordo com a Oi, o aumento do market share teve destaque nos resultados trimestrais. Foi atingida a marca de 36% de market share de adições líquidas de pós-pago no terceiro trimestre de 2019. É o 2º maior share de adições líquidas no mercado no período. No acumulado do ano, a empresa adicionou 1,1 milhões de clientes líquidos no pós-pago.

Investimentos da Oi no segmento corporativo

Na última quarta-feira (4), uma executiva da Oi (OIBR3) afirmou que a empresa planeja dobrar seus investimentos no segmento corporativo(B2B) em 2020 em comparação a 2019.

O segmento corporativo da empresa, a Oi Soluções, oferece serviços para mais de 57 mil companhias atualmente, no setor público e no privado.

“A Oi Soluções exige um investimento significativo e esperamos mais que dobrar o capex B2B em 2020”, declarou Adriana Coutinho, diretora da Oi Soluções.

De acordo com Coutinho, a Oi investiu R$ 1 bilhão em seu segmento B2B entre 2017 e 2019.

Contratação de assessoria financeira pela Oi

O diretor de operações e negócios da Oi, Rodrigo Abreu, contratou uma assessoria financeira para saber qual o valor da operação de telefonia móvel da operadora. A informação foi divulgada na última terça-feira (3).

“Queremos entender a natureza do valor real do negócio mobilidade, um valor que já é reconhecido pelo mercado e sabermos como isso poderá gerar valor para o acionista no futuro”, afirmou o executivo da Oi, que está comandando a reestruturação da companhia desde setembro. Abreu salientou, em contrapartida, que, por enquanto, não existe nenhuma forma de negociação neste sentido em andamento.

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Em outubro, o executivo disse que a Oi não precisava vender a área de telefonia móvel para ter liquidez no curto prazo. Na semana passada o diretor de operações da espanhola Telefónica, Ángel Vilá, disse mais uma vez que a multinacional foi procurada por instituições representantes da Oi.

Vilá afirmou que para comprar a Oi seria necessário criar “um consórcio”, porém ele ressaltou que está estudando a possibilidade de investir na empresa brasileira. “Estamos analisando essas situações muito ativamente”, afirmou Vilá.

No mês passado, o presidente da América Móvil, controladora da Claro, Daniel Hajj, afirmou que sua empresa estava aberta a discutir um acordo com a Oi. Foi o mesmo que declarou Luigi Gubitosi, presidente da Telecom Italia, dona da Tim.

Tarifas de alumínio e aço

No início desta semana, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que iria retomar as tarifas sobre aço e alumínio provenientes do Brasil e da Argentina. O motivo, segundo ele, seria a desvalorização das moedas dos países sul-americanos em questão. A afirmativa de Trump foi feita por meio de uma rede social.

“A desvalorização não é boa para os nossos fazendeiros”, disse Trump, reforçando que o que vem acontecendo com as moedas dos dois países em relação ao dólar causa dificuldades para as exportações americanas. “Fed (Federal Reserve) precisa agir para que países não tirem vantagem de nosso dólar forte para desvalorizar ainda mais suas moedas”, disse o presidente dos EUA, mais uma vez chamando a atenção do Banco Central norte-americano.

Bolsonaro rebate fala de Trump sobre tarifas

Em resposta ao norte-americano, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, disse que iria conversar com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e completou que, caso fosse necessário, iria falar diretamente com o presidente dos Estados Unidos. “Se for o caso, falo com Trump, tenho canal aberto”, afirmou Bolsonaro.

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“Vou falar com o Guedes hoje. Alumínio? Vou falar com o Paulo Guedes agora. Se for o caso, ligo pro Trump, eu tenho um canal aberto com ele. Converso com o Paulo Guedes e depois dou uma resposta, para não ter que recuar”, disse o presidente brasileiro.

Argentina e negociações sobre tarifas de aço

O Ministério de Relações Exteriores da Argentina comunicou que iria iniciar negociações com o Departamento de Estado dos Estados Unidos por conta da afirmativa feita pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que disse que iria restabelecer tarifas sobre importações de aço e alumínio na Argentina e no Brasil, na última a segunda-feira (2).

Vale ressaltar que o Ministério da Economia do Brasil ainda não fez um comunicado oficial.

Ibovespa bate recorde

Para fechar o Resumo da Semana, temos o recorde do Ibovespa, que superou os 110 mil pontos, na última quarta-feira (4), chegando a uma marca nunca atingida anteriormente. O índice encerrou o dia em questão com um avanço de 1,23%, atingindo 110.300,93 pontos.

De acordo com especialistas, um dos motivos para esta alta é o otimismo sobre a economia do País, já que o PIB avançou 0,6% no terceiro trimestre e o mercado estimava um percentual menor de crescimento.

Fique ligado no Resumo da Semana da Suno Notícias para ficar por dentro de todas as informações mais relevantes dos últimos dias.

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Juliano Passaro
Juliano Passaro escreve sobre política, economia e negócios para o portal da Suno Research. Antes da Suno, trabalhou no Portal da Band. É formado em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.