Resumo da Semana: Fiat e Peugeot; Natura e Avon; Ibovespa e guerra comercial

Resumo da Semana: Fiat e Peugeot; Natura e Avon; Ibovespa e guerra comercial
Presidente da Fiat afirma que setor de veículos recuará 15 anos

A terceira semana do mês de dezembro contou com notícias que agitaram tanto o mercado interno quanto o cenário internacional. No Resumo da Semana do SUNO Notícias você acompanha todas as notícias mais relevantes dos últimos cinco dias.

Em meio aos grandes assuntos em evidência nesta semana, como o novo recorde alcançado pelo Ibovespa e a continuação da Guerra Comercial, a fusão entre a Fiat e a Peugeot chamou mais a atenção e é o grande destaque do Resumo da Semana. Além disso, a compra da Avon pela Natura também tomou espaço nos jornais nesta semana.

Confira os principais pontos do Resumo da Semana:

Fiat e Peugeot

Para iniciar o Resumo da Semana, separamos a notícia sobre a fusão entre a italiana Fiat e a francesa Peugeot.

Na terça-feira (17), a agência de notícias “Reuters” afirmou que o conselho de administração da montadora francesa PSA (dona da Peugeot) e da ítalo-americana Fiat Chrysler iriam se reunir no mesmo dia para discutirem os próximos passos da fusão.

A agência também informou que a Peugeot e a Fiat esperavam que esse encontro considerasse um memorando de entendimento para formalizar a fusão entre as companhias automobilísticas.

Dessa forma, na quarta-feira (18), a Fiat e a PSA, empresa mãe da Peugeot e da Citroen, anunciaram que chegaram a um acordo de fusão, avaliado em US$ 50 bilhões.

Com a confirmação do negócio, a nova empresa deverá ser a quarta maior montadora do mundo. O faturamento estimado é de 170 bilhões de euros. A nova companhia ainda não possui nome definido e terá sob seu comando as marcas:

  • Fiat
  • Jeep
  • Peugeot
  • Citroen

As fabricantes ainda não anunciaram se as operações brasileiras serão impactadas pela fusão das empresas. O negócio entre as empresas inclui carros de luxo, SUVs, picapes e comerciais leves. Dessa forma, a nova montadora irá atender desde demandas de carros populares até os carros da categoria “premium”. A sede da controladora do grupo ficará na Holanda. O atual presidente da Fiat Chrysler, John Elkann, será o presidente da nova companhia.

No ano passado, somadas, as empresas fabricaram 8,7 milhões de veículos. O potencial da nova empresa, entretanto, pode passar dos 13 milhões de unidades, de acordo com estimativas da empresa de consultoria LMC Automotive.

Vale destacar que, há cerca de seis meses, a Fiat tentou fazer uma negociação parecida com a Renault, entretanto a operação não deu certo. A proposta era parecida e dividia igualmente a participação de cada empresa.

Utilização dos recursos oriundos da fusão entre as montadoras

A fusão entre a Fiat e a Peugeot irá ajudar as duas companhias a arrecadarem recursos para atenderem as novas regras mais rigorosas de emissões de carbono. Além disso, o negócio tornará mais fácil os investimentos em veículos elétricos e autônomos.

O apoio dos sindicatos da Europa é importante para a empresa que será criada. A joint-venture entre Fiat e Peugeot irá empregar mais de 400 mil funcionários, além de operar centenas de fábricas no mundo inteiro, contando inclusive com operação no Brasil.

Natura e Avon

A Comissão Europeia ratificou a compra da Avon pela Natura (NATU3) no início desta semana. O órgão executivo da União Europeia (UE) concluiu que o negócio não implicará em problemas de concorrência no mercado europeu.

Para o órgão executivo da UE, as atividades resultantes da junção das duas empresas [Avon e Natura] irá apenas culminar em um aumento “moderado” da participação de mercado na Europa.

A comissão também afirmou que continuará tendo “uma série de potentes fornecedores concorrentes em todas as áreas de produtos relevantes e nos países do Espaço Econômico Europeu”. Dessa forma, a concorrência não será afetada com o negócio.

Mudança no ticker

A Natura informou, no mesmo dia da ratificação do negócio pela Comissão Europeia, que mudaria de ticker. A gigante brasileira de cosméticos passou a usar o ticker NTCO3 ao invés do ticker NATU3.

A negociação do novo ticker da Natura começou no 18 de dezembro, sem alteração de valor ou ajuste. Os detentores de ações NATU3 no encerramento do pregão do dia 17 de dezembro receberam automaticamente o mesmo número de papéis com o novo ticker NTCO3.

A mudança ocorre por causa da incorporação da Natura Cosméticos pela holding Natura&Co. Essas mudanças na estrutura societária foram realizadas após a aquisição da Avon e em razão de um processo de internacionalização.

Ibovespa

O Ibovespa bateu mais um recorde e mais uma vez está entre os destaques do Resumo da Semana. Na última quinta-feira (19), o índice fechou em alta e atingiu pela primeira vez a casa dos 115 mil pontos. O Ibovespa fechou com variação positiva de 0,71%, a 115.131,25 pontos.

O otimismo do mercado ocorreu em meio a informação de que o acordo comercial entre Estados Unidos e China pode ser assinado em janeiro de 2020. Além disso, dados internos também motivaram os investidores, como o do Caged.

Greve dos Caminhoneiros

A greve dos caminhoneiros também agitou a semana e por isso foi escolhida como um dos destaques do Resumo da Semana. Na última segunda-feira (16), informações de que uma nova greve dos caminhoneiros poderia começar nesta semana, em várias regiões do Brasil, tomou conta dos noticiários. Apesar de ter ganhado força em grupos de WhatsApp na últimas semanas e possuir o apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logísticas (CNTTL), a greve não aconteceu.

O movimento parecia estar dividido. O representante dos caminhoneiros que negociava junto ao governo, Wallace Landim, o “Chorão”, disse ao jornal “O Estado de S.Paulo” que a classe está sendo alvo de interesses políticos e que os principais pedidos dos trabalhadores já tem data para serem atendidos.

“Temos uma pauta importante, que já está na mesa e que tem data para ser atendida. Temos de ter muita seriedade em relação ao que está sendo feito. O que estão querendo é usar o transportador como massa de manobra para um movimento político”, afirmou.

De acordo com Chorão, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) se comprometeu em publicar o novo Código Identificador da Operação de Transportes (Ciot), medida que pode colaborar com a fiscalização e punição de empresas que tem contratado caminhoneiros com preços abaixo do mínimo estabelecido na tabela do frete.

Outra solicitação é o reajuste do piso mínimo do frete. De acordo com Chorão, o governo já se comprometeu em realizá-lo até 20 de janeiro do ano que vem, com a expectativa de que esse aumento fique entre 14% e 18%. Outras negociações estão em andamento ainda para tratar do preço do diesel.

Por outro lado, nas redes sociais, representantes da CUT divulgaram vídeos em que negavam motivações políticas. “Estão tentando desvirtuar o movimento dos caminhoneiros, com essa história de que se trata de um movimento político. Quem faz isso tenta desmobilizar a classe, é covarde”, disse Sandro Cesar, presidente da organização no Rio de Janeiro, em vídeo compartilhado entre os trabalhadores.

Motivos para a greve não ter ocorrido

A greve dos caminhoneiros não ocorreu porque, de acordo com as lideranças da categoria, os motoristas foram “omissos”. Os representantes da categoria afirmaram que os motoristas desistiram de uma nova greve dos caminhoneiros por conta de um acordo feito com o governo. Além disso, as discordâncias políticas entre os motoristas contribuíram para que a greve não ocorresse.

“Os caminheiros foram omissos, como grande parte do povo brasileiro. Nós só queremos melhorias para a classe e para todos os brasileiros, mas a maioria [dos caminhoneiros] entendeu que não era hora e não quis aderir [à paralisação]”, afirmou o caminhoneiro Sergio Henrique Silva, que lidera a categoria na Bahia, em entrevista ao site “UOL”.

Guerra Comercial

O Resumo da Semana termina com a novela da Guerra Comercial entre Estados Unidos e China.

Na segunda-feira (16) foi noticiado que China decidiu suspender as tarifas alfandegárias, sobre produtos norte-americanos, que deveriam ser implementadas no último domingo (15).

De acordo com o governo chinês, a decisão veio após os Estados Unidos e a China firmarem a “fase um” de um acordo comercial. No entanto, as tarifas chinesas que já passaram a incidir sobre os produtos norte-americanos serão mantidas.

“A China espera, com base na igualdade e no respeito mútuo, trabalhar com os EUA para resolver adequadamente as preocupações de cada um e promover o desenvolvimento estável das relações econômicas e comerciais dos EUA e da China“, informou o Ministério das Finanças da China.

O governo americano já havia informado no dia 13 de dezembro que o país manterias as tarifas de 25% sobre os produtos chineses no valor de US$ 250 bilhões.

De acordo com o acordo comercial anunciado na última semana entre as duas potências, os EUA reduzirão certas tarifas sobre importações da China em troca de compras chinesas de produtos agrícolas, manufaturados e de energia.

Fique ligado no Resumo da Semana da Suno Notícias para ficar por dentro de todas as informações mais relevantes dos últimos dias.

Juliano Passaro

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