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Resumo da Semana: Fed e Selic; Bovespa; IPO da XP; Magazine Luiza; Fiat e Peugeot

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A última semana do mês de outubro, encerrada na última sexta-feira (1) contou com diversas notícias que agitaram mercado interno e, também, o cenário internacional. No Resumo da Semana do SUNO Notícias confira todas as notícias mais relevantes dos últimos sete dias.

A redução da taxa básica de juros (Selic) no Brasil é a principal pauta do resumo da semana. No exterior, o Federal Reserve (Fed) também diminuiu a taxa básica de juros nos EUA como forma de estímulo para a economia do país. Além disso, os resultados de diversas empresas nesta semana agitaram o mercado global.

Confira os principais pontos do Resumo da Semana:

Selic e FED

As taxas básicas de juros de Brasil e Estados Unidos são os destaque do resumo da semana. Na última quarta-feira (30), depois de uma reunião realizada pelas autoridades do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano decidiu cortar a taxa de juros em um quarto de ponto percentual. Sendo assim, a taxa básica do país passou do intervalo de 1,75% a 2% para uma banda entre 1,5% e 1,75%.

Foi o terceiro corte consecutivo feito pelo Fed neste ano. A decisão foi tomada por membros do comitê de política monetária do Banco Central dos EUA. O recuo da taxa, entretanto, não foi unânime. Dois membros do comitê, Esther George e Eric Rosengren, foram contra o corte.

Um dia antes da decisão do Fed, o presidente Donald Trump, como de costume, pressionou o Federal Reserve por meio de uma rede social. O mandatário norte-americano afirmou que os Estados Unidos deveriam seguir o exemplo dos outros países com taxas de juros negativas.

“Temos potencial ilimitado, apenas retiro pelo Federal Reserve”, escreveu Trump no Twitter. Vale destacar que o presidente norte-americano também pressionou a autoridade monetária na última reunião. “Os EUA devem sempre pagar a taxa mais baixa. Sem inflação!”, afirmou o mandatário na época.

Saiba mais: Fed corta taxa de juros dos EUA pela terceira vez consecutiva

Em comunicado, o banco central dos EUA disse que o comitê continuará acompanhando de perto “as implicações das informações recebidas para as perspectivas econômicas, ao avaliar o caminho apropriado da faixa alvo para a taxa de fundos federais”.

Bovespa

O resumo da semana também destaca que a partir da próxima segunda-feira (4), o horário de negociação da Bolsa de Valores brasileira será modificado. O Bovespa fechara às 18h. Isso porque o horário de verão nos EUA se encerra no domingo (3). Sendo assim, o mercado permanecerá com sua abertura às 10h, contudo o fechamento passará a ser uma hora mais tarde do que o habitual. É importante destacar que neste período não terá sessão de after-market para o segmento Bovespa.

IPO da XP

A XP Inc (conhecida anteriormente como XP Investimentos) anunciou na última quarta-feira (30) que estava estudando realizar a abertura de seu capital (IPO) na primeira semana de dezembro, nos Estados Unidos. No dia do anúncio, o grupo ainda não tinha dito em qual das bolsas americanas seria realizada a oferta, se na NYSE ou na NASDAQ.

Especialistas esperam que o IPO da  XP Investimentos movimente cerca de US$ 2,5 bilhões (R$ 10 bilhões). A previsão anterior era de que a oferta ocorresse em janeiro.

O bancos responsáveis pela coordenação do IPO da XP nos EUA serão:

  • Itaú BBA
  • JPMorgans
  • Morgan Stanley
  • Goldman Sachs

Na última sexta-feira (1), a XP Investimentos anunciou que a Nasdaq foi a escolhida para sua oferta pública inicial de ações (IPO) nos EUA. A outra opção era a New York Stock Exchange (NYSE).

A NYSE teria feito uma oferta que agradou à XP Investimentos, mas a Nasdaq chamou mais a atenção da companhia brasileira por ser uma bolsa ligada à tecnologia, inovação e disrupção,

É provável que se a escolha for ratificada, a companhia passará a operar na Nasdaq com o ticker “XP”. A XP Investimentos poderá ser a quarta empresa brasileira listada na Nasdaq. Ela se junta às companhias Stone, Afya e Arco Educação.

Segundo informações do “Brazil Journal”, a precificação dos papéis será realizado no dia 12 de dezembro.

Magazine Luiza

O Magazine Luiza (MGLU3) informou, na última quarta-feira (30), que espera inaugurar 50 lojas entre outubro e dezembro deste ano. Em um ano, os pontos de venda da varejista cresceram com 126 novas unidades. Até o final de setembro, a Magazine Luiza possuía 1.039 lojas. Desse total, 723 possuem mais de cinco anos de operação. Por outro lado, 123 delas funcionam a menos de um ano.

A varejista também informou na noite da última quarta-feira (30) que realizará uma oferta pública de distribuição primária e secundária (follow-on) de 90 milhões de ações ordinárias.

O fato relevante da gigante do varejo informa que o montante total poderá ser acrescido em 30 milhões de ações, sendo que, 10 milhões seriam uma distribuição primária adicional e 20 milhões de emissão da empresa e de titularidade dos acionistas vendedores.

Sendo assim, inicialmente, a oferta poderá fazer com que o Magazine Luiza possa captar R$ 3,96 bilhões. Se consideradas as ações adicionais, o volume pode chegar a R$ 5,28 bilhões.

Os banco coordenadores da oferta serão:

  • Banco Itaú BBA
  • BTG Pactual
  • Bank of America Merryl Lynch Múltiplo
  • J.P. Morgan
  • Bradesco BBI
  • Morgan Stanley
  • Santander Brasil

Segundo o anúncio da empresa, os recursos arrecadados serão destinados para investimentos em ativos de longo prazo, incluindo a expansão da plataforma de marketplace, investimentos em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, entre outros.

A companhia também buscará transformar lojas já em atividade em minicentros de distribuição e aquisições estratégicas, além de otimização da estrutura de capital da companhia, incluindo reforço de capital de giro.

Fiat E Peugeot

A Fiat Chrysler e o Grupo PSA, dono da Peugeot e da Citröen, agitaram o mercado internacional com o novo anúncio feito nesta semana. Na terça-feira (29), as empresas foram noticiadas em diversos sites por estarem em uma suposta negociação de fusão.

Fontes informaram que o diretor-presidente da Peugeot, Carlos Tavares, seria o executivo-chefe da joint-venture. O presidente do conselho de administração da Fiat, John Elkann, continuaria ocupando este cargo após a fusão.

Um dia depois do rumor, a confimação foi feita pela montadora francesa PSA (dona da Peugeot) e a ítalo-americana Fiat Chrysler Automobiles NV. As empresas aprovaram um acordo preliminar de fusão. A informação foi divulgada pela agência norte-americana “Bloomberg”.

Saiba mais: Fiat confirma negociações sobre possível fusão com dona da Peugeot

Segundo a agência, acionistas de cada empresa ficariam com 50% da montadora combinada. Os investidores da Fiat receberiam um dividendo de 5,5 bilhões de euros (24,47 bilhões de reais, aproximadamente). Já a PSA distribuiria sua participação na fabricante Faurecia SE, no valor de, aproximadamente, 3 bilhões de euros aos acionistas.

Assim, o conselho da montadora unificada seria formado por 11 membros, sendo seis do PSA, incluindo o CEO Carlos Tavares, que irá liderar a nova companhia. O presidente da Fiat, John Elkann, terá o mesmo cargo no grupo unificado. A sede da nova companhia será na Holanda, mesmo país onde a sede da Fiat está.

Fique ligado no Resumo da Semana da Suno Notícias para ficar por dentro de todas as informações mais relevantes dos últimos dias.

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Juliano Passaro
Juliano Passaro escreve sobre política, economia e negócios para o portal da Suno Research. Antes da Suno, trabalhou no Portal da Band. É formado em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.