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Pelo 3º mês, reservas cambiais da China crescem e somam US$ 3,088 tri

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As reservas internacionais chinesas aumentaram pelo terceiro mês seguido em janeiro. O acúmulo se beneficiou da desvalorização do dólar, de acordo com os dados divulgados nesta segunda (11) pelo Banco do Povo da China, o banco central chinês.

Com um acréscimo de US$ 15,21 bilhões em janeiro, as reservas internacionais da China atingiram o valor de US$ 3,088 trilhões. O mês de dezembro havia trazido US$ 11 bilhões ao País.

O resultado de janeiro foi superior às estimativas de Wall Street, que haviam calculado um ganho de US$ 3,085 bilhões no período. No mês, o yuan valorizou 2,3% frente ao dólar, cujo índice caiu 0,5%. Os dados são da provedora de dados Wind.

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Meses de intervenção do PBoC

Em agosto passado, as reservas cambiais chinesas caíram para o nível mais baixo em dez meses. As reservas recuaram para US$ 3,11 trilhões naquele mês. A redução ocorreu após o banco central intensificar os esforços para estabilizar o yuan. O objetivo foi intervir em meio aos crescentes atritos comerciais com os Estados Unidos.

Naquele momento o Banco Popular da China reintroduziu o chamado “fator contracíclico” na determinação da taxa de câmbio oficial diária do yuan em relação ao dólar. Essa foi uma tentativa de evitar uma rápida desvalorização da moeda chinesa e conter novas saídas de capital. Graças a essa intervenção, o dólar subiu apenas 0,06% em relação ao yuan em agosto. Por outro lado, o ICE US Dollar Index, indicador da força do dólar em relação a outras seis moedas, incluindo euro e iene, subiu 0,62%.

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Em novembro tinha sido registrado um aumento de US$ 8,6 bilhões nas reservas da China. O resultado positivo chegou após três meses consecutivos de queda. O volume de reservas chegou a US$ 3,062 trilhões. Em outubro, houve redução de US$ 33,93 bilhões nas reservas. A maior queda desde o fim de 2016. Em setembro, a redução nas reservas internacionais havia sido de US$ 22,7 bilhões.

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Guilherme Caetano
Formado em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da USP, Guilherme Caetano escreve para o portal de notícias da Suno Research. Passou pelas redações da Folha de S.Paulo e da revista Época.