Quasar compra gestora Galloway Capital, diz jornal

Quasar compra gestora Galloway Capital, diz jornal
Quasar compra gestora Galloway Capital, diz jornal

A Quasar Asset Management comprou a gestora de recursos de mercados emergentes Galloway Capital. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (12) pelo jornal “Valor Econômico”.

De acordo com o jornal, o patrimônio da Quasar chegará a R$ 4,5 bilhões com a aquisição da gestora. A operação foi realizada por meio de troca de ações. Com a compra, a Galloway deixará de existir e seus sócios, Nathan Shor e Ulisses de Oliveira, passarão a liderar a Quasar Internacional.

“Passamos a fazer parte de um grupo maior que tem planos interessantes para o futuro”, afirmou Shor.

A Galloway foi vendida para a empresa suíça Mirabaud em 2018. Entretanto, Oliveira e Shor exerceram uma cláusula de recompra no ano passado. A medida possibilitou a negociação com a atual compradora.

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O presidente da Quasar, Carlos Maggioli, afirmou que o mercado de dívida emergente, onde a Galloway atua, é um oceano a ser explorado. Além disso, segundo a responsável pela área de relações com investidores da companhia, Márcia Ramus Lima, a empresa possui sinergia de produtos e de clientes com a gestora que foi adquirida.

Conheça a empresa adquirida pela Quasar

A Galloway Capital é uma gestora de recursos de mercados emergentes fundada em 2009. A empresa possui como foco estratégias globais de renda fixa de alto rendimento.

O principal produto da gestora está voltado para dívida high yield para mercados emergentes em Luxemburgo. A empresa possui também um fundo no Brasil que compra ativos na América Latina. Além disso, em março deste ano, a empresa lançará novos fundos no País. Um deles contará com proteção cambial e o outro terá exposição a variação do dólar.

“Vamos dar oportunidade de o brasileiro comprar produtos ‘high yield’ de 20 países, com 80 nomes do mundo todo”, afirmou Shor.

De acordo com um de seus sócios, o portfólio da gestora adquirida pela Quasar tem gerado um retorno que corresponde a variação do dólar somado a 6% ao ano.

Giovanna Oliveira

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