Privatização da Eletrobras (ELET3) é convergente, diz ministro

Privatização da Eletrobras (ELET3) é convergente, diz ministro
A privatização da Eletrobras está paralisada na Câmara desde 2019

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmou nesta segunda-feira (22) que, com “alguns ajustes” o interesse no projeto de privatização da Eletrobras (ELET3) é convergente entre o Executivo e o Congresso.

Segundo o ministro, o governo federal sente que no Parlamento há uma reação ao modelo de capitalização da Eletrobras proposto no ano passado, porém não à privatização em si.

“É uma privatização de grande porte, importante que o governo deve se engajar e priorizar a partir de agora. Discutindo com o Congresso o modelo, porque de certa forma o que a gente sente no Congresso não é uma reação à privatização, mas ao modelo proposto”, afirmou Freitas, em live organizada pelo Bradesco (BBDC4).

Dessa forma, segundo o ministro, o encaminhamento da privatização da companhia elétrica será uma grande demonstração de que a chamada ala liberal do governo está “muito viva”. Para o integrante do governo, a partir da aprovação da lei que permite a capitalização, o processo de estruturação é “relativamente simples”.

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“A estruturação é relativamente simples de fazer e colocar no mercado, em 6 meses, 8 meses, para fazer operação de venda a mercado”, declarou o chefe da pasta da Infraestrutura.

Eletrobras precisa ser privatizada, diz Montezano

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, afirmou na última quinta-feira (18) que a empresa precisa ser privatizada.

Montezano destacou que a Eletrobras é a companhia estatal que mais precisa ser privatizada e que, caso não o seja, o Brasil vai “ficar para trás”.

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“A estatal que mais necessita da privatização no curto prazo é a Eletrobras. É também a mais madura e mais preparada para isso. O projeto está pronto, embora ainda precise de conversa com o Congresso. A companhia precisa investir de R$ 14 bilhões a R$ 15 bilhões ao ano, mas consegue aportar no máximo de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões. Se não privatizar, vamos ficar para trás”, afirmou, durante live que participou no Instagram.

Arthur Guimarães

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