Plataforma de criptomoedas BWA tem recuperação judicial homologada

Plataforma de criptomoedas BWA tem recuperação judicial homologada
A plataforma de negociação de criptomoedas BWA Brasil teve seu pedido de recuperação judicial homologado na última quarta-feira (8) pelo juiz Marcelo Barbosa Sacramone, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo. A BWA Brasil apresentou o pedido por causa dos cerca de R$ 300 milhões de dívidas. Além disso, mais de 50% dos negócios da empresa eram realizados via Bitcoin Banco, que também pediu recuperação judicial em novembro do ano passado. “Em primeiro plano, visto que, estando presentes, ao menos em um exame formal, os requisitos legais, defiro o processamento da recuperação judicial de BWA BRASILTECNOLOGIA DIGITAL LTDA., pessoa jurídica de direito privado, com endereço na RuaCarneiro da Cunha, 167, Conjunto 28, Vila da Saúde, São Paulo/SP, CEP: 04144-000, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 27.873.394/0001-49”, escreveu o juiz aceitando o pedido de recuperação judicial. A empresa é suspeita de ser uma pirâmide financeira utilizando como golpe as operações com bitcoins. A BWA tinha cerca de 2 mil clientes, com saldos entre R$ 500 até R$ 5 milhões, e prometia rendimentos mensais fixos em operações com criptomoedas. Entretanto, desde o final de 2019 a empresa deixou de pagar os investidores.  O negócio pertence ao empresário Paulo Bilibio, famoso por ter sido sequestrado por policiais. Na decisão, o juiz salientou como “especial atenção deverá ser dedicada à fiscalização das atividades das devedoras, o que também se estende ao período anterior à data do pedido, a fim de se apurar eventual conduta dos sócios e administradores que possam, culposa ou dolosamente, ter contribuído para a crise”. “Deverá ser averiguada a eventual retirada de quem foi sócio da pessoa jurídica. Deverão ser apuradas as movimentações financeiras e os negócios entre partes relacionadas, de modo a proporcionar aos credores amplas e precisas informações sobre as recuperandas”, escreveu em sua decisão que autorizou a recuperação judicial. Atualmente, os sócios da BWA são Jéssiva da Silva Farias, Marcos Aranha e Roberto Willens Ribeiro. Após a aprovação do pedido, a empresa poderá apresentar ema té 60 dias uma primeira proposta de pagamento aos credores. A BWA informou em nota que realizará uma reunião no dia 17 de julho para apresentar o plano de reestruturação. A BWA é a segunda empresa suspeita de fraude com criptomoedas que consegue evitar um processo de falência. A primeira foi o Grupo Bitcoin Bitcoin, de Curitiba (PR), que conseguiu obter a recuperação judicial após somar uma dívida bilionária com 6,5 mil investidores. A administradora judicial da BWA Brasil será a Laspro Consultores. A mesma empresa que cuida do processo de falência da Telexfree, outra famosa pirâmide financeira.

A plataforma de negociação de criptomoedas BWA Brasil teve seu pedido de recuperação judicial homologado na última quarta-feira (8) pelo juiz Marcelo Barbosa Sacramone, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo.

A BWA Brasil apresentou o pedido por causa dos cerca de R$ 300 milhões de dívidas. Além disso, mais de 50% dos negócios da empresa eram realizados via Bitcoin Banco, que também pediu recuperação judicial em novembro do ano passado.

“Em primeiro plano, visto que, estando presentes, ao menos em um exame formal, os requisitos legais, defiro o processamento da recuperação judicial de BWA BRASILTECNOLOGIA DIGITAL LTDA., pessoa jurídica de direito privado, com endereço na RuaCarneiro da Cunha, 167, Conjunto 28, Vila da Saúde, São Paulo/SP, CEP: 04144-000, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 27.873.394/0001-49”, escreveu o juiz aceitando o pedido de recuperação judicial.

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A empresa é suspeita de ser uma pirâmide financeira utilizando como golpe as operações com bitcoins. A BWA tinha cerca de 2 mil clientes, com saldos entre R$ 500 até R$ 5 milhões, e prometia rendimentos mensais fixos em operações com criptomoedas. Entretanto, desde o final de 2019 a empresa deixou de pagar os investidores.  O negócio pertence ao empresário Paulo Bilibio, famoso por ter sido sequestrado por policiais.

Na decisão, o juiz salientou como “especial atenção deverá ser dedicada à fiscalização das atividades das devedoras, o que também se estende ao período anterior à data do pedido, a fim de se apurar eventual conduta dos sócios e administradores que possam, culposa ou dolosamente, ter contribuído para a crise”.

“Deverá ser averiguada a eventual retirada de quem foi sócio da pessoa jurídica. Deverão ser apuradas as movimentações financeiras e os negócios entre partes relacionadas, de modo a proporcionar aos credores amplas e precisas informações sobre as recuperandas”, escreveu em sua decisão que autorizou a recuperação judicial.

Atualmente, os sócios da BWA são Jéssica da Silva Farias, Marcos Aranha e Roberto Willens Ribeiro.

Após a aprovação do pedido, a empresa poderá apresentar ema té 60 dias uma primeira proposta de pagamento aos credores. A BWA informou em nota que realizará uma reunião no dia 17 de julho para apresentar o plano de reestruturação.

BWA mais uma empresa suspeita de fraude a obter recuperação judicial

A BWA é a segunda empresa suspeita de fraude com criptomoedas que consegue evitar um processo de falência. A primeira foi o Grupo Bitcoin Bitcoin, de Curitiba (PR), que conseguiu obter a recuperação judicial após somar uma dívida bilionária com 6,5 mil investidores.

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A administradora judicial da BWA Brasil será a Laspro Consultores. A mesma empresa que cuida do processo de falência da Telexfree, outra famosa pirâmide financeira.

Carlo Cauti

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