PIX: BC registra 5,2 milhões de transações em três dias de funcionamento

PIX: BC registra 5,2 milhões de transações em três dias de funcionamento
PIX: BC registra 5,2 milhões de transações em três dias de funcionamento

O diretor de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central (BC), João Manoel Pinho de Mello, afirmou nesta quinta-feira (19), que, em três dias de operação plena do novo sistema de pagamentos instantâneos, Pix, foram realizadas 5,2 milhões de transações e movimentados R$ 4,6 bilhões.

Até o momento, foram cadastradas mais de 73 milhões de chaves Pix. A chave de usuário é um identificador de contas, ao passo que o cliente pode cadastrar um número de celular, e-mail, CPF, CNPJ ou um EVP (uma sequência de 32 dígitos a ser solicitado no banco). Por meio dela, é possível receber pagamentos e transferências.

De acordo com Pinho de Mello, empresas de maquininhas de cartão vão oferecer aos varejistas serviços ligados ao novo sistema de pagamentos, com a cobrança por meio de QR Code. “Hoje, o pagador não gasta nada para usar o cartão”, revelou. “Mas a trilha, que tem a maquininha, que faz o dinheiro sair da conta e chegar ao varejista, este sistema é remunerado pelas taxas cobradas dos varejistas.”

O diretor afirmou ainda que várias empresas de maquininha passarão a oferecer o Pix. Desta forma, o varejista poderá utilizar o QR Code na cobrança, por exemplo. “E esse serviço vai ser cobrado (do varejista)”, afirmou. “A expectativa é de que este serviço seja barato. Porque o PIX é barato.”

Segurança do Pix

Pinho de Mello garantiu que no sistema de pagamentos instantâneos sequestros relâmpagos não serão facilitados, sob o argumento de que as suas características de funcionamento não permitem a facilitação de crimes.

“Esse tipo de crime (sequestro relâmpago) não é perpetrado por meio de transferências bancárias“, disse Pinho de Mello, lembrando ainda que sequestradores geralmente forçam as vítimas a fazer saques em caixas eletrônicos, justamente porque o dinheiro vivo não é rastreável, enquanto o novo sistema é.

Para que o sequestrador tivesse acesso aos recursos, ele precisaria ter uma conta Pix em seu nome, o que tornaria a operação rastreável, ou utilizar a conta de terceiros, para saque posterior. De qualquer forma o destino do dinheiro pode ser seguido, concluiu.

Rafaela La Regina

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