PF incrimina executivos por gestão temerária na compra do PanAmericano

PF incrimina executivos por gestão temerária na compra do PanAmericano
PF incrimina executivos por gestão temerária na compra do PanAmericano

A Polícia Federal acusou na última quinta-feira (10) nove executivos por gestão temerária na compra do antigo Banco PanAmericano, atualmente conhecido como Banco Pan (BPAN4), que pertence ao empresário e apresentador Silvio Santos. O relatório sobre a apuração está sendo analisado pelo Ministério Público Federal (MPF) nesta terça-feira (15) .

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A Caixa Participações (CaixaPar) comprou aproximadamente 35% do capital do PanAmericano por R$ 740 milhões no ano de 2010.

Naquele período algumas notícias sobre um rombo na instituição já tinham sido divulgadas. Enquanto o caso foi apurado em 2017, na Operação Conclave.

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De acordo com o relatório final, a Polícia Federal informou sobre as irregularidades do processo, “além de não terem sido adotadas medidas de prudência para mitigar os riscos inerentes às operações no mercado financeiro, resultando em imenso prejuízo ao erário federal”.

A PF também ressaltou que a CaixaPar “não buscou anular a contratação realizada” embora tenha descoberto sobre as fraudes contábeis presentes nos balanços do banco.

Segundo a legislação de 1986, gerir instituição financeira de forma temerária é crime, sendo a pena prevista de dois a oito anos de prisão, além de multa.

Veja Também: Caixa diminui participação acionária no Banco Pan de 34,3% para 26,8%

Os nove executivos indiciados foram a ex-presidente da Caixa e membro do Conselho de Administração da CaixaPAR no período da aprovação do negócio, Maria Fernanda Ramos Coelho, os ex-diretores da CaixaPAR, José Roberto de Oliveira Martins, Marcelo Terrazas e Márcio Percival Alves Pinto, o ex-presidente do Grupo Silvio Santos, Luiz Sebastião Sandoval e os ex-diretores do Panamericano Rafael Palladino, Luiz Augusto Teixeira de Carvalho Bruno e Wilson Roberto de Aro, juntamente com o ex-diretor do Banco Fator, contratado para fazer a avaliação do negócio,  Venilton Tadini.

Enquanto os servidores do Banco Central que participaram da aprovação do negócio não foram indiciados pela PF e outras quatorze pessoas também foram excluídas das investigações sobre o Banco PanAmericano.

Rafaela La Regina

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