Petróleo: Opep+ deve estender prazo para cortes na produção, diz comitê

Petróleo: Opep+ deve estender prazo para cortes na produção, diz comitê
O JMMC recomendou que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados amplie o período de compensação até dezembro desse ano.

O Comitê de Monitoramento Ministerial Conjunto (JMMC, na sigla em inglês) informou que, nessa quinta-feira (17), recomendou que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) amplie o período de compensação até dezembro desse ano.

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Nesse sentido, em um cenário em que a recomendação é atendida, os países do grupo que não reduziram sua produção de petróleo nos termos combinados pelo cartel, terão até o fim do ano para ajustar sua oferta, para compensar superproduções anteriores.

Através de um release, o JMMC aponta que “reitera a importância crítica de aderir à conformidade total do acordo e compensar os volumes produzidos em excesso o mais rápido possível”.

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Além disso, o comitê completou, “recomendamos que os países estejam dispostos a tomar medidas adicionais, se preciso”.

Apesar disso, o nível de cortes de produção da commoditie no mês passado atingiu 102% em relação ao nível estabelecido entre os membros da Opep+, segundo apontou o órgão.

Já sobre a recuperação da economia, o JMMC comentou que não acontece uniformemente em todo o mundo, uma vez que há registro de picos do novo coronavírus (Covid-19) em vários países.

Opep aumenta estimativa de queda na demanda por petróleo

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) alterou, na última segunda-feira (14), sua previsão para a contração da demanda mundial pela commodity neste ano e estimou que a recuperação em 2021 será mais lenta do que o esperado anteriormente.

Segundo o relatório mensal divulgado, o consumo geral em 2020 deve cair 9,5 milhões de barris por dia (bpd), 400 mil bpd maior em comparação a agosto (9,1 milhões de bpd), chegando a uma média de 90,2 milhões de bpd. Para o ano que vem, a expectativa da Opep é de expansão de 6,6 milhões de bpd, aproximadamente de 400 mil abaixo da projeção do documento do mês passado, para uma média de 96,9 milhões de bpd.

A mudança na estimativa para este ano é resultado de uma alteração para cima (100 mil bpd) da estimativa do uso do petróleo pelos países que integram parte da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A queda da demanda durante o segundo trimestre deste ano, quando o Ocidente atingido de forma mais intensa pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), foi menor do que o esperado.

Com informações do Estadão Conteúdo.

Laura Moutinho

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