Petróleo cai 4% com aumento de oferta e bloqueios pelo coronavírus

Petróleo cai 4% com aumento de oferta e bloqueios pelo coronavírus
Os contratos futuros do petróleo operam em forte queda nesta quarta, pressionados pelo aumento da oferta pelo avanço da pandemia.

Os contratos futuros do petróleo operam em forte queda nesta quarta-feira (28), pressionados pelo aumento da oferta nos Estados Unidos e pelo avanço da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), que traz novas restrições às economias. Por volta das 7h55, o contrato futuro do barril de petróleo Brent recuava 3,5%, para US$ 40,16, enquanto o preço do barril de West Texas Intermediate (WTI) tombava 4,30%, para US$ 37,87.

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O American Petroleum Institute informou que os estoques de petróleo dos Estados Unidos aumentaram 4,6 milhões de barris na última semana, superando as previsões consensuais de 1,1 milhão de barris. Outro aspecto que deve alterar na oferta da commodity é a recuperação da produção na Líbia, que deve se recuperar para 1 milhão de bpd nas próximas semanas, atrapalhando os planos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de restringir a oferta.

A Opep+, que contempla aliados aliados, estão planejando aumentar a produção em 2 milhões de bpd a partir de janeiro, após cortes recordes na produção em 2020. Isso cortaria as reduções gerais para 7,7 milhões de bpd. O presidente da Rússia, Vladmir Putin, em entrevista na última semana, no entanto, não descartou a continuidade dos cortes.

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Outro destaque do dia fica por conta da alta do minério de ferro. Os contratos futuros da commodity, negociados na Bolsa de mercadorias de Dalian, na China, encerraram o pregão negociados a 785,5 iuanes a tonelada, com um ganho de 18,5 iuanes por tonelada, após uma alta de 2,41%.

No início desta semana, os contratos futuros do minério chegaram próximos da mínima de quatro semanas, em função de amplos estoques nos portos chineses e receios sobre a demanda.

Os líderes do Partido Comunista da China estão reunidos até a próxima quinta-feira (29) para traçar a estrutura do 14º plano econômico quinquenal do país. As decisões terão forte impacto sobre uma série de mercados de commodities até 2025.

Já os contratos futuros do ouro apresentam perdas nesta manhã, após encerrarem o pregão da última terça-feira com uma leve alta de 0,33%. Por volta do mesmo horário, os contratos futuros do metal eram negociados a US$ 1.894,75 a onça-troy, com uma baixa de 0,87%, com base na divisão Comex da Bolsa de Mercadorias de Nova Iorque (Nymex).

Veja os desempenho dos mercados, às 8h08:

  • Petróleo WTI: -4,65%, a US$ 37,73;
  • Petróleo Brent: -3,75%, a US$ 40,05;
  • Futuros do ouro: -0,84%, a US$ 1.894,75 a onça-troy;
  • Futuros do minério de ferro: +2,41%, 785,5 iuanes por tonelada, equivalente a US$ 117,01 (nas últimas 24 horas).

No mercado interno de petróleo, vale ressaltar a declaração do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, na última semana, quando disse que o Brasil atingirá as posições de quinto maior produtor da commodity e de quarto maior exportador do mundo nos próximos cinco anos.

Jader Lazarini

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