Petrobras informa vazamento no Parque das Baleias, na Bacia de Campos

Petrobras informa vazamento no Parque das Baleias, na Bacia de Campos
Petrobras (PETR4) não conseguirá atingir meta de dívida bruta em 2021

A Petrobras (PETR4) informou a ocorrência de um rompimento de mangote (mangueira de sucção) na plataforma P-58. O rompimento ocorreu durante operação de transferência de óleo para navio aliviador na madrugada deste sábado (23). O vazamento de óleo é estimado em 188 metros cúbicos (m³).

O comunicado à Companhia de Valores Mobiliários (CVM) alega que “a plataforma está em condição segura. Não há vítimas nem impacto para a operação”.

Tal plataforma está localizada no Parque das Baleias, na Bacia de Campos, litoral sul do Espírito Santo. A distância até a costa é de cerca de 80 km da costa.

“Duas embarcações estão no local para contenção e recolhimento da mancha. As simulações iniciais indicam que não há risco de a mancha chegar à costa. Está sendo realizado sobrevoo com especialistas para avaliação da região”, afirmou a Petrobras.

“A Petrobras já comunicou a ocorrência aos órgãos reguladores competentes. Uma comissão está sendo formada para investigar as causas da ocorrência”, completou.

Saiba mais – Petrobras reconhecerá provisão de R$ 3,5 bi após acordo com ANP

Parque das Baleias

Em fevereiro de 2014, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) decidiu que as áreas produtivas que formam o Parque das Baleias deveriam ser consideradas como um único campo.

A decisão elevaria de forma relevante o cálculo de pagamento de participações especiais à União.

A participação especial é uma compensação financeira paga por petroleiras apenas em campos com grande volume de produção. É diferente dos royalties, que incidem sobre o volume total da produção, contabilizando todas as áreas.

No período, a Petrobras não concordou com a decisão administrativa. A divergência chegou à Justiça, e até obteve câmara de arbitragem internacional.

Contudo, em 14 de janeiro, a Petrobras divulgou em fato relevante, que reconheceria a provisão de R$ 3,5 bilhões no balanço do quarto trimestre de 2018. O reconhecimento faz parte de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para unificação de campos do Parque das Baleias.

A ANP já havia informado que deveria assinar, com a Petrobras, o acordo até março. A disputa pelas participações governamentais no Parque das Baleias já dura quase cinco anos, conforme a agência “Reuters”.

Saiba mais – Petrobras eleva preço médio do diesel em 3,5% nas refinarias

Novo Campo de Jubarte

O campo de Jubarte, uma das áreas do Parque das Baleias, passará a ser intitulado “Novo Campo de Jubarte”. Devido ao acordo, tal campo será formado pelas áreas:

  • Jubarte;
  • Baleia Azul;
  • Baleia Franca;
  • partes de Cachalote e Pirambu;
  • pequenas parcelas de Caxaréu e Mangangá.

Segundo a ANP, o acordo renderá arrecadação de participação especial, do novo campo, de cerca de R$ 25,8 bilhões, nos próximos 20 anos. O valor estimado é nominal, considerando curva de produção prevista, preço do óleo e câmbio atuais, investimentos e custos operacionais.

Além disso, a ANP se comprometeu a prorrogar a fase de produção do Novo Campo de Jubarte da Petrobras por 27 anos, para 2056. Anteriormente, a fase se encerraria em 2029.

Amanda Gushiken

Compartilhe sua opinião