Petrobras (PETR4) opera em baixa de 1%, com queda do petróleo

Petrobras (PETR4) opera em baixa de 1%, com queda do petróleo
Petrobras

As ações da Petrobras (PETR4) operam em queda no início da tarde desta quarta-feira (21). Por volta das 12h40, os papéis preferenciais da estatal recuavam 1,14%, para R$ 19,95 na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). O mercado do petróleo foi surpreendido pelos estoques da commodity nos Estados Unidos.

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Os estoques de barris norte-americanos recuaram 1,002 milhão barris na semana encerrada no dia 16 de outubro — especialistas ouvidos pelo “The Wall Street Journal” esperavam por uma queda maior, de 1,2 milhão de barris. O resultado divulgado pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) nesta quarta-feira reacendeu a preocupação dos investidores com o excesso de oferta no mercado global, impactando o preço dos ativos globais, inclusive da Petrobras.

Nesta manhã, os os contratos futuros para o barril de petróleo Brent caíam 2,85%, para US$ 41,91. Os preços para o barril WTI, por sua vez, recuavam 3,41%, para US$ 40,28.

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Os futuros da commodity já operavam em queda desde cedo, refletindo o aumento de 584 mil barris nos estoques de petróleo bruto, com base na divulgação do Instituto Americano de Petróleo (API), na noite da última terça-feira (20).

Petrobras divulga produção do terceiro trimestre

Na noite da última terça-feira, a Petrobras apresentou seu resultado de produção no terceiro trimestre. A petroleira informou que sua produção de petróleo e gás no terceiro trimestre desse ano ficou e 2,952 milhões de barris de óleo equivalente ao dia (boed).

O resultado equivale a um aumento de 2,6% na comparação com o mesmo período do ano passado e um avanço de 5,4% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.

A Petrobras apontou que a sua produção de petróleo no Brasil entre julho e setembro desse ano ficou em 2,36 milhões de barris por dia, o que representa uma alta de 5,3% na comparação trimestral e um avanço de 4,4% na comparação anual.

Segundo o banco de investimento norte-americano Goldman Sachs, o crescimento no período foi impulsionado sobretudo por:

  • Maior eficiência operacional no campo de Búzios;
  • Ramp-up da plataforma P-70;
  • Normalização operacional de alguns FPSOs impactados pelo coronavírus no segundo trimestre.

Para os analistas Bruno Amorim, Osmar Camilo e Joao Frizo, os números operacionais positivos indicam que o guidance para 2020 pode ser atingido pela companhia. O banco alertou, entretanto, que são esperadas paradas para manutenção no quarto trimestre, o que pode implicar em uma queda de aproximadamente 10% na produção, na comparação de ano para ano.

O banco de investimento permanece com a recomendação de compra para os papéis da Petrobras, com um preço-alvo de R$ 38,30 nos próximos 12 meses para as ações preferenciais, o que representa um upside de 90% sobre a cotação atual.

Jader Lazarini

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