Petrobras (PETR4) elevará em 12% preço da gasolina em refinarias

Petrobras (PETR4) elevará em 12% preço da gasolina em refinarias
Segundo o comunicado da Petrobras, os potenciais compradores classificados para a fase vinculante receberão carta-convite com as instruções

A Petrobras (PETR3; PETR4) informou nessa quarta-feira (20) através de uma assessoria de imprensa que elevará em 12% o preço médio da gasolina nas refinarias a partir da próxima quinta-feira (21).

Além disso, a Petrobras também indicou que manterá o preço médio do diesel nas refinarias, uma vez que aumentou o valor do produto em 8% na última terça-feira (19).

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Essa é a terceira vez que a estatal aumenta o preço da gasolina em maio. Contudo, a variação dos preços do valor dos produtos nas refinarias não é repassado imediatamente aos consumidores finais, pois depende de questões como:

  • Margem de distribuição e revenda;
  • Impostos;
  • Adição obrigatória de etanol anidro.

Além disso, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que na última semana, o preço médio do litro da gasolina ficou em R$ 3,808, apresentando uma queda de 0,4%. Do mesmo modo, o valor do litro do diesel também recuou 0,7%, ficando em R$ 3,077 na semana passada.

Por fim, a agência indicou que o preço do litro do etanol também apresentou um resumo de 1,2%, ficando em R$ 2,548.

Petrobras precisa se preparar para baixa do petróleo, diz presidente

O presidente da estatal, Roberto Castello Branco, afirmou na última terça-feira (19) que a empresa necessita se preparar para um novo patamar dos preços do petróleo no mercado internacional. A afirmação foi dada durante live promovida pelo banco Safra.

“Temos que nos preparar para viver com preços mais baixos do que imaginávamos, até fevereiro de 2020. O preço [do barril de petróleo] vai subir lentamente até US$ 50″, disse Castello Branco.

Veja também: Petrobras (PETR4): Parque das Baleias já produziu 1 bi de barris

Os preços da commodity despencaram após a Rússia e a Arábia Saudita não chegarem a um acordo de corte na produção. Segundo Castello Branco, dessa forma a estatal precisa cortar custos e ser mais eficiente para se manter competitiva, mesmo com o preço do petróleo mais baixo que o esperado.

“Continuamos a cortar custos, só que agora, com a situação atual, somos compelidos a adotar a máxima urgência”, afirmou o presidente da Petrobras.

Laura Moutinho

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