Petrobras (PETR4): Cade aprova venda de participação no Polo Pescada

Petrobras (PETR4): Cade aprova venda de participação no Polo Pescada
Petrobras (foto: divulgação)

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a venda da fatia da Petrobras (PETR4) no Polo Pescada para a OP Pescada Óleo e Gás, controlada da Ouro Preto Óleo e Gás. O Polo Pescada é constituído pelos campos Pescada, Arabaiana e Dentão. A informação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira (15).

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Os campos estão localizados nas águas rasas da Bacia Potiguar na Plataforma Continental do Estado do Rio Grande do Norte. A OP Pescada já era parceira da Petrobras no polo, com uma participação de 35% no consórcio, enquanto a estatal era majoritária com 65%.

O valor da transação aprovada pelo Cade foi de US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 7,91 milhões), conforme a petroleira já havia anunciado em julho deste ano.

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“Essa operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultra profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos”, informou a empresa.

Para a Ouro Preto, por sua vez, a operação está em linha com o plano de expansão das suas atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural por meio de operações de farm-in, método de quisições parciais ou totais dos direitos de concessão detidos por uma companhia.

De acordo com informações da Petrobras, a produção média do Polo Pescada de janeiro a junho de 2020 foi de cerca de 260 barris de óleo por dia (bpd) e 190 mil m3/dia de gás.

Petrobras revisa portfólio de E&P em meio à crise

A Petrobras informou, na noite da última segunda-feira (14), que revisou seu portfólio do segmento de Exploração & Produção (E&P), passando a focar em ativos de classe mundial em águas profundas e ultra-profundas. A revisão procura ajustar a posição da estatal em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

De acordo com o documento publicado, a revisão da Petrobras está de acordo com as premissas de preço divulgadas nos números do primeiro trimestre deste ano. Também foram considerados os objetivos em desalavancagem, atingindo a meta de dívida bruta de US$ 60 bilhões em 2022; foco na resiliência, priorizando projetos com breakeven de preço de Brent de no máximo US$ 35 por barril; e revisão de toda a carteira de investimentos e desinvestimentos.

A Petrobras também estima um Capex entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões para o período entre 2021 e 2025, frente à estimativa de investimento de US$ 64 bilhões anunciados no Plano Estratégico de 2020-2024.

Com informações do Estadão Conteúdo.

Jader Lazarini

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