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Petrobras dá início ao período de reserva para venda de debêntures

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No dia 16 de agosto, a Petrobras informou o mercado sobre o registro da oferta para distribuição pública de títulos de dívidas em até três séries. Na última terça-feira (27), a estatal deu início ao período de reserva para a negociação de R$ 3 bilhões em títulos de dívidas (debêntures). O prazo final da reserva é dia 9 de setembro.

O mercado está atento a oferta da Petrobras, já que espera que isso possa servir como termômetro da demanda do investidor por debêntures de infraestrutura e ações ligadas a uma parte do Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

O lançamento de estatal terá possibilidade de três séries, com uma taxa máxima. Os bancos Santander, Itaú BBA, Bradesco e a corretora de valores XP Investimentos estão atrás de demanda para que a dívida seja menos pesada para a Petrobras.

Os recursos obtidos serão utilizados no programa de exploração e desenvolvimento da produção de campos da Petrobras.

Petrobras e corte de custos

A estatal petroleira afirmou que está atrás de metas “mais desafiadora” de diminuição de gastos para o ano que vem. A afirmação foi feita pela diretora financeira e de ralações com investidores da companhia, Andrea Marque de Almeida. De acordo com Almeida, a Petrobras está se preparando para o crescimento da competitividade que acontecerá no mercado de refino. Dessa forma, a Petrobras tomará medidas para voltar ao “posto que merece”.

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“Vamos ter metas mais desafiadoras para o ano de 2020. Sabemos que precisamos disso [corte de custos] para transformar a Petrobras numa empresa mais competitiva e capaz de competir não só no mercado internacional, como também no local, onde estaremos abrindo vários negócios para sermos mais competitivos, como é o caso do próprio refino”, disse Almeida, em entrevista concedida a XP.

A petroleira comunicou neste ano que irá reduzir custos de ordem em até US$ 8,1 bilhões até 2023. O valor faz parte do plano de cortes de custeio com pessoal e gastos com publicidade e patrocínios. Ademais, a empresa também quer ganhar com alterações e transformações no setor digital.

“Todas as empresas de commodities, sejam elas mineradoras ou de petróleo e gás, têm uma receita que é volátil. O que elas têm que fazer e vêm fazendo ao longo do tempo é reduzir custos de uma forma sustentável”, afirmou a diretora financeira da Petrobras.

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Juliano Passaro
Juliano Passaro escreve sobre política, economia e negócios para o portal da Suno Research. Antes da Suno, trabalhou no Portal da Band. É formado em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.