Petrobras altera sua política de reajustes da gasolina

Petrobras altera sua política de reajustes da gasolina
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A Petrobras anunciou hoje uma mudança em sua política de reajustes no preço da gasolina. A alteração é uma consequência dos aumentos que vem ocorrendo desde o dia 18 de agosto, que resultaram em uma alta de 12% no preço cobrado nas refinarias.

Pela proposta, a petrolífera poderá segurar reajustes nos preços por durante até 15 dias. Desde julho de 2017, esses reajustes ocorriam diariamente, baseadas no câmbio internacional e preços no exterior.

A petrolífera afirma que a medida tem como alvo suavizar as volatilidades provocadas por períodos de alta nas cotações internacionais ou pela desvalorização do real, motivo do aumento que vemos agora.

Isso não significa que a empresa deixará de acompanhar os preços internacionais. “O resultado final não vai ser alterado. Se subir 13% neste período, ao final vai ter 13% de aumento”, disse o diretor de Refino e Gás da Petrobras, Jorge Celestino. Ainda segundo ele, a medida é um refinamento da política já existente, aplicada em 2016 e alterada em 2017 para flexibilizar a competitividade no mercado por meio de importações.

Para manter as margens de lucro no caso de segurar os reajustes de preço, a empresa vai fazer uso de mecanismos financeiros de proteção (hedging). Isso inclui a compra de contratos futuros de gasolina ou de câmbio, por exemplo, vendidos após a realização dos reajustes.

Segundo Rafael Grisolia, diretor financeiro da estatal, a empresa já tem a estrutura necessária para operar mercados de futuros em câmbio e combustíveis. “O resultado financeiro para a Petrobras será equivalente ao da política atual”, afirma.

A medida não representa uma alteração no prazo mínimo, e os reajustes diários devem continuar ocorrendo. Segundo a empresa, a autorização de adiamento no repasse dos preços seria interessante para casos em que a volatilidade aumenta por motivos extraordinários, como rompimento de dutos ou furacões.

Após a greve dos caminhoneiros, a (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Combustíveis) chegou a abrir uma consulta pública para considerar prazos mínimos no reajuste de combustíveis, mas não foram tomadas medidas além disso.

 

Daniel Quandt

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