Política

Paulo Guedes quer “via expressa” para privatizações

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (5) que o governo quer uma “via expressa” para as privatizações. Segundo o titular da pasta econômica do governo, isso permitira uma aceleração do processo.

“No mercado privado você vende um ativo em 40 dias. Não dá para ficar um ano e meio para vender cada empresa”, declarou Paulo Guedes durante um evento em fortaleza. O ministro foi aplaudido por cerca de 600 empresários.

Segundo Guedes, para acelerar as privatizações o governo enviará ao Tribunal de Contas da União (TCU) uma lista com projetos. Esse documento permitirá uma liberação mais rápida.

Qual a dúvida em privatizar os Correios? Lá nasceu o mensalão. Ninguém escreve mais cartas”, salientou Guedes.

Paulo Guedes anuncia novo Programa de Aceleração de Privatizações

O ministro da Economia declarou também que no lugar do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) realizado por governos do Partido dos Trabalhadores (PT), terá um Programa de Aceleração de Privatizações (PAP).

“Por que tem que demorar tanto? Tem oito caras querendo comprar [os
Correios]”, salientou Guedes, explicando que a reforma tributária será “conciliatória”.

Saiba mais: Paulo Guedes quer antecipação de repasses da Caixa e do BNDES

O ministro da Economia também falou da Reforma da Previdência, agradecendo ao senador Tasso Jereissati (PSDB), relator da reforma no
Senado. Guedes o homenageou por ter encontrado uma forma de estender a reforma da Previdência a Estados e municípios.

“Salvar Estados e municípios é fundamental”, explicou o ministro, criticando, todavia, a desidratação do texto ocorrida no Senado. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Previdência foi aprovada na última quarta-feira (4) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

O texto apresenta algumas mudanças em relação ao documento original enviado pelo governo. Entre elas, a garantia que as pensões não fiquem abaixo
de um salário mínimo.

Dessa forma, a economia esperada para dez anos caiu para R$ 870 bilhões, contra os R$ 933,5 bilhões do projeto aprovado na Câmara dos Deputados.

PEC paralela

Para conseguir incluir Estados e municípios foi criado um texto à parte, a chamada PEC paralela. Uma proposta que foi aprovada na CCJ e agora segue para o plenário do Senado.

Nessa nova proposta foram incluídas medidas para aumentar a arrecadação e compensar parte do valor perdido.

Os empresários nordestinos que participam do evento de Paulo Guedes na região, o primeiro do ministro, salientaram otimismo com a situação econômica do Brasil.

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Carlo Cauti
Editor-chefe da SUNO Notícias. Formado em Ciências Políticas pela universidade LUISS G. Carli de Roma e mestre cum laude em Relações Internacionais, Jornalismo Internacional e de Guerra e em Economia Internacional. No Brasil, teve passagem por veículos de comunicação como O Estado de S.Paulo, G1, Veja e EXAME. Também trabalhou nas agências de notícias italianas ANSA e NOVA.