Ouro volta a superar os US$ 1.800 pela primeira vez em dez anos

Ouro volta a superar os US$ 1.800 pela primeira vez em dez anos
Contratos futuros do ouro fecham no maior nível desde 2011

A alta da cotação do ouro parece não ter fim. Primeira vez desde setembro de 2011 o valor da onça do mineral precioso chegou a superar o limite de US$ 1.800 (cerca de R$ 10 mil) no fechamento do primeiro semestre. O metal, subindo pelo terceiro mês consecutivo, fechou o melhor trimestre em quatro anos, com um aumento de 12%.

No pregão desta quarta (1) o ouro desceu um pouco, para US$ 1.779,40 por onça, mas continuando a superar o valor que tinha alcançado em 2012. Um resultado parecido com a aversão ao risco registrada naquela época, com a crise na Zona do Euro que ameaçava os mercados internacionais, assim como com a situação atual com o coronavírus (covid-19). Situações que levam para uma alta a cotação do mineral como classe de ativo percebida como segura.

Olhando para o futuro o cenário de longo prazo parece permanecer favorável aos lingotes, pois a incerteza persiste por causa dos temores de uma segunda onda de coronavírus.

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QE e coronavírus ajudam na alta do ouro

O lançamento pelo Federal Reserve (Fed) de um pacote de estímulo monetário potencialmente ilimitado e o fechamento de algumas refinarias de ouro na Suíça devido ao coronavírus estão criando um cenário muito positivo para o mineral.

O gigantesco Quantitative Easing do Fed está levando as Bolsas de Valores do mundo inteiro para uma forte alta. E existe também uma correlação positiva entre ouro e indicadores do mercado.

O banco de investimento norte-americano Goldman Sachs aconselhou a comprar ouro, afirmando que a atual situação econômico-financeira causada pelo coronavírus é ideal para o metal precioso que, graças ao maxi-plano de estímulos monetários do Fed, pode superar a cotação de US$ 1.800 a onça.

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Entretanto, segundo alguns analistas, o preço parece estar em fase de consolidação. Segundo o banco, também a crescente demanda por dólares obrigou alguns operadores a vender ativos líquidos, como o ouro. Mas, diferente das notas dos EUA, o mineral não pode ser impresso.

O que também influencia a cotação do metal precioso também são as notícias sobre novas minas. Uma delas ocorreu na última segunda-feira (29) após o Ministério Egípcio de Petróleo e Recursos Minerais anunciar na a descoberta de uma grande reserva de ouro no deserto oriental do país, com recursos estimados em um milhão de onças (28 toneladas) e a previsão de um bilhão de dólares em investimentos em próximos dez anos.

Carlo Cauti

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