Operadoras registraram queda de 56% de clientes pós-pagos em agosto, diz Bradesco BBI

Operadoras registraram queda de 56% de clientes pós-pagos em agosto, diz Bradesco BBI
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O número de contratações de clientes pós-pagos em todas as operadoras apresentaram queda de 56%, em comparação com agosto do ano passado. Os dados foram divulgados através de um relatório do Bradesco BBI,

De acordo com o relatório, a Tim (TIMP3) surpreendeu negativamente o mercado com a perda de aproximadamente 117 mil clientes. Em comparação com o mês de julho as operadoras tiveram queda, nesse tipo de plano, de 49%.

Em relação a adesão de planos no período, a Claro foi a empresa que mais adicionou com 72% de participação no mercado. Em segundo lugar se encontra a operadora que está em recuperação judicial, a Oi (OIBR3; OIBR4). Na terceira e quarta posição seguem respectivamente a Vivo (VIVT4) e a Tim.

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Após análise os especialistas do Bradesco BBI indicam a compra das ações da Tim e da Oi. Sobre a Vivo, os analistas se mantém neutros.

Ações da Oi podem valer a pena, aponta BBI

O Bradesco BBI enviou um relatório a seus clientes, na última quarta-feira (4), comunicando que as ações da Oi devem continuar altamente voláteis, mas poderão ser uma aposta que vale a pena.

Os analistas Fred Mendes e Flávia Meireles disseram que: “Embora a Oi deva continuar a ser um ativo arriscado, sujeito a volatilidade significativa, a perspectiva de aprovação do projeto de lei de reforma das telecomunicações nos levou a adotar uma visão mais otimista”.

Na próxima semana, o Projeto de Lei Complementar 79 (PLC 79) deverá ser colocado em votação no plenário do Senado Federal. A notícia foi divulgada pelo site “Brazil Journal” em informação dada pelo próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

O PLC tem como objetivo modificar a Lei Geral de Telecomunicações. A nova proposta propõe alterar as normas de concessão da telefonia fixa. A mudança ajudaria a Oi pois a operadora deixaria de ser concessionária e competiria em igualdade com suas concorrentes.

De acordo com o banco, com a aprovação do projeto a Oi deve ganhar mais visibilidade sobre os ativos reversíveis, abrindo caminho para uma eventual fusão. A mudança também traria uma redução dos custos operacionais e de concessão e economias recorrentes de R$ 500 milhões.

Segundo o Bradesco BBI, a recomendação é de compra e o preço-alvo estimado está em R$ 1,80.

Última cotação das operadoras

Na última sessão, quinta-feira (5), as operadoras encerram o pregão em queda, com exceção da Vivo. As ações ordinárias da Oi registraram queda de -2,5% sendo cotadas a R$ 1,17 e as preferenciais também encerram em queda com -1,24% sendo negociadas a R$ 1,659. A Vivo encerrou em alta de 1,16% sendo cotada a R$ 55,64. Por sua vez, a Tim teve variação negativa de -0,33% sendo negociada a R$ 11,95.

Poliana Santos

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