Oi (OIBR3) enxerga investimentos em telefonia fixa como “não produtivos”

Oi (OIBR3) enxerga investimentos em telefonia fixa como “não produtivos”
O CEO da Oi, Rodigo Abreu. (foto: divulgação Oi)

O CEO da Oi (OIBR3), Rodrigo Abreu, disse, em um evento online promovido pela Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), nesta terça-feira (22), que os investimentos das empresas de telecomunicações em telefonia fixa baseado em cabos de cobre deverão consumir R$ 10 bilhões em quatro anos. Para Abreu, esses investimentos não são “produtivos”.

De acordo com o executivo da Oi, a prestação do serviço de telefonia fixa é, muitas vezes, inviável economicamente. “A nossa proposta, que nós estamos advogando, é a do chamado modelo de ‘carrier of last resort’, ou seja, ter obrigações onde não existem outras alternativas”, disse o diretor-presidente da tele, no evento que aconteceu de forma remota.

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Abreu ainda completou destacando que esses investimentos estão sendo feitos com “recursos escassos”. “Existe uma inviabilidade econômica do serviço em muitos casos. O valor da tarifa para alcançar o ‘break-even’ da telefonia fixa seria no nosso caso um valor superior a R$ 100, maior do que um pacote básico de fibra hoje”, acrescentou.

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O executivo chefe da Oi reiterou que os valores de investimento que estão previstos para serem investidos na área nos próximos quatro anos podem gerar perdas de cerca de R$ 10 bilhões. “O número é esse mesmo… R$ 10 bilhões poderiam ser suficientes para fazer investimentos produtivos de altíssima importância para o país, como expansão de fibra e aumento da cobertura 4G e 5G, até mesmo oferta a clientes de soluções alternativas, e isto tudo está sendo direcionado hoje para investimento não produtivo em cobre”, finalizou Abreu.

Geração de caixa operacional da Oi em julho

A Oi apresentou uma geração de caixa operacional líquida positiva em julho. Os dados incluem as suas sete empresas que compõem o grupo (recuperandas). A companhia, que se encontra em recuperação judicial, informou que a geração de caixa operacional no mês em questão ficou em R$ 8 milhões.

Em junho, a Oi reportou um resultado negativo de R$ 69 milhões, em relação ao mesmo quesito. Os dados foram divulgados no dia 15 de setembro pelo administrador judicial da tele, o escritório de advocacia: Arnoldo Wald.

No mês de julho, os recebimentos tiveram alta de R$ 5 milhões frente a junho, para R$ 2,057 bilhões. A rubrica pagamentos diminuiu em R$ 80 milhões, para R$ 1,529 bilhão. O saldo final do caixa financeiro das sete empresas do grupo Oi aumentou R$ 768 milhões, para R$ 5,639 bilhões.

Juliano Passaro

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