Highline não tem interesse na Oi Móvel (OIBR3), diz site

Highline não tem interesse na Oi Móvel (OIBR3), diz site
O Senado aprovou, na última quarta-feira (25), o projeto da nova Lei de Falências, o que pode encurtar a dívida da Oi em 70%.

A Highline não tem interesse em participar do leilão da Oi Móvel (OIBR3; OIBR4). Com o acordo de exclusividade entre consórcio formado pelas operadoras Tim (TIMP3), Vivo (VIVT4) e Claro, a empresa informou que não possui mais interesse nos ativos de data center. A informação foi divulgada pelo site “Teletime”.

O diretor de estratégia da Highline Brasil, Luis Minoru Shibata, disse que a proposta vinculante enviada à Oi ainda é válida, apesar do acordo de exclusividade com as operadoras. “Mas reconhecemos que o consórcio com o trio das operadoras conseguiu o stalking horse [primeiro proponente] e portanto a Highline não tem intenção de revisar a proposta atual nem de participar do leilão pela UPI Móvel”, disse Shibata em entrevista ao site.

A empresa segue interessada na unidade de fibra da Oi, a InfraCo. A operadora ainda não anunciou o início de recebimento de ofertas vinculantes pela sua rede.

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Após a notícia os papéis da ordinários da Oi registravam alta de 3,31%, por volta das 12h10, negociado a R$ 1,55. Por sua vez, as ações preferenciais operavam em alta de 5,08%, cotadas a R$ 2,06. Enquanto que o Ibovespa operava estável com uma leve queda de 0,02%, a 95.350,87 pontos.

Oi: Highline estuda comprar rede fixa

A Highline Brasil está estudando o quanto irá oferecer no leilão das redes de fibra ótica da Oi (OIBR3). A empresa já participou da rodada inicial de ofertas não vinculantes dos ativos da operadora, que reuniu dez interessados. A Oi, que se encontra em recuperação judicial, avalia sua rede fixa em R$ 20 bilhões.

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O ativo leiloado pela Oi tem uma rede de 388 mil quilômetros de fibra ótica e cobertura em 2,3 mil cidades do país. A estrutura possui uma rede neutra de transmissão de dados, o que pode atender as operadoras nacionais ou regionais, além do principal cliente que é a própria Oi. O ativo também poderá dar suporte à tecnologia 5G no futuro.

A Highline é controlada pelo fundo norte-americano Digital Colony, especialista no ramo de infraestrutura digital, com mais de US$ 20 bilhões em investimentos globais no setor. A subsidiária é desconhecida do grande público já que não atende o consumidor final — ela opera com apenas com a infraestrutura de telecomunicações, como redes e antenas, as quais são contratadas pelos provedores.

A estratégia da empresa é ocupar o posto de maior operadora de redes neutras do Brasil. Por esse motivo, o interesse na aquisição do ativo da Oi que possui a maior capilaridade entre as grandes teles. A Highline também está montando seu portfólio de fibra com aquisição de operadoras regionais.

Poliana Santos

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