Oi (OIBR3): Anatel ainda vê alto risco para tele

Oi (OIBR3): Anatel ainda vê alto risco para tele
Fachada da Oi (Foto: divulgação).

Técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) julgam que a trajetória para que a Oi (OIBR3) garanta sua sobrevivência, considerando o cenário pós-recuperação judicial, ainda é de “alto risco”. Isso porque o órgão enxerga o passivo de multas devidas pela tele à agência como uma das principais incertezas em relação ao plano da companhia. As informações são do jornal “Valor Econômico” e foram publicadas nesta segunda-feira (10).

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Outro ponto destacado pela Anatel é o tratamento dos bens da concessão da Oi. Segundo a agência, eles trazem implicações referentes a estratégia de separação da empresa em unidades produtivas isoladas (UPIs).

Um dos diretores da Anatel, em entrevista ao jornal, afirmou que a reestruturação da companhia de telecomunicações foi uma das decisões acertadas da empresa. Isso porque ela permite, por exemplo, a venda da operação móvel de forma imediata. “Sabemos que a Oi vale mais fatiada do que inteira”, afirmou a fonte próxima ao assunto.

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A Telefônica, a Claro e a TIM são as empresas mais cotadas para levarem ativos importante da Oi, como os de operação móvel. Entretanto, há outras interessadas, como a companhia de infra-estrutura Highline. O diretor da Anatel, que não foi identificado, afirmou, ao “Valor”, que este é um resultado do trabalho da nova gestão da Oi que, segundo ele, “é muito competente”. Mesmo assim, a fonte destacou que “não vamos fechar os olhos para os riscos, ainda muito presentes”.


A situação financeira da tele pode se agravar e acabar resultando em falência, liquidação de ativos e interrupção de serviços, segundo integrantes da Anatel. Quem faz a avaliação dos riscos pela Anatel são os técnicos de acompanhamento de mercado e procuradores da Advocacia Geral da União (AGU). Estes mesmos integrantes da agência votaram contra a aprovação do plano de recuperação judicial da Oi na assembleia de credores, em 2017.

Juliano Passaro

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