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Bancos negociam recuperação extrajudicial com a Odebrecht

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Os principais bancos brasileiros estão negociando uma recuperação extrajudicial com a Odebrecht. A informação foi divulgada nesta terça-feira (11) por Octavio de Lazari, presidente-executivo do Bradesco.

A informação foi divulgada pela revista “Exame” que citou uma fonte familiarizada com a Odebrecht. Para a empreiteira, o objetivo da negociação é evitar uma batalha na justiça que poderia ocasionar a maior recuperação judicial do País.

“Estamos preparados para todos os cenários, mas estamos negociando a possibilidade de recuperação extrajudicial”, afirmou o presidente do Bradesco sobre o acordo.

A Odebrecht possui cerca de R$ 70 bilhões em dívidas. O valor dos empréstimos do Banco do Brasil à empresa somam R$ 9 bilhões.

Recuperação extrajudicial da Atvos

A Atvos, empresa pertencente à Odebrecht entregou em maio um pedido de recuperação judicial. A empresa informou em nota que “o processo é resultado da investida hostil de um fundo internacional, credor da Atvos, que por meio de processo judicial colocou em risco as operações da empresa”.

Saiba mais: Atvos, empresa da Odebrecht, entrega pedido de recuperação judicial com dívidas de R$ 12 bi

A dívida apresentada no documento totaliza R$ 11,96 bilhões. O processo foi acolhido pelo juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1.ª Vara de Justiça de São Paulo.

Em nota, a Atvos informou que a decisão tem o objetivo de preservar as operações, além de garantir o equilíbrio financeiro e manter os empregos de 10 mil funcionários.

Venda da Supervia e Rota das Bandeiras

Para tentar abater dívidas, a Odebrecht está tentando se desfazer de seus ativos. Por exemplo, a empreiteira já vendeu a Supervia e a Rota das Bandeiras no último mês. A Supervia é a concessionária de transporte ferroviário do Rio de Janeiro. Já a Rota das Bandeiras, é responsável pelo corredor Dom Pedro, no interior de São Paulo.

Saiba mais: Odebrecht vende Supervia e Rota das Bandeiras por US$ 2,45 bi

A Odebrecht já conseguiu aprovação dado Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nas operações de venda. O pagamento de R$ 2,45 bilhões ao grupo, que serão usados para abater dívidas.

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Giovanna Almeida
Giovanna Oliveira escreve sobre economia e política para o portal Suno Notícias. Antes, foi repórter do portal de jornalismo da ESPM-SP e produziu conteúdo para a Corinthians TV. É estudante da ESPM.