Internacional

OCDE: Guerra comercial faz com que subsídios aumentem

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De acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a guerra comercial não somente elevou as tarifas, como também fomentou a concessão de subsídios e outras distorções no comércio internacional.

Além da disputa entre Estados Unidos e China, os conflitos comerciais estão fundamentados em questões antigas, como subsídios para a agricultura, que podem chegar a US$ 700 bilhões por ano, segundo a divulgação da OCDE em relatório nesta quinta-feira (21).

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A organização também ressalta que subsídios industriais, que são proibidos pelas regras internacionais, estão aumentando com pouca transparência, como levantamento de US$ 16 bilhões para algumas empresas de alumínio, sem mencionar os nomes das companhias e os países em que atuam.

Aproximadamente 1,5 mil novas medidas que restringem o comércio foram estabelecidas pelas maiores economias desenvolvidas e emergentes que compõem o G20 desde a crise financeira global de 2008.

De acordo com a OCDE, esse processo, junto à contínua colaboração dos países a diferentes setores do comércio internacional, ocorre em disrupções nas cadeias de produção e realocação de atividades nas nações.

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O aumento do comércio mundial em volume (bens e serviços) aguardado pela organização para 2019 é de 1,2%, alinhado com as expectativas da Organização Mundial do Comércio (OMC).

A OCDE previu uma modesta recuperação para 1,5% em 2020 e 2,25% em 2021, impulsionada pela estabilização comercial na Ásia. No entanto, a organização salienta que a intensidade do comércio não só continua baixa, como permanecerá inferior à média atingida nos anos de 2013 a 2018.

OCDE aponta desaceleração chinesa

Em relação à China, o crescimento econômico poderá desacelerar mais do que o projetado. A organização agora espera o crescimento de 6,2% em 2019, caindo para 5,7% em 2020 e para 5,5% em 2021.

De acordo com a OCDE, a expectativa era de que o crescimento chinês desaceleraria de forma gradual, levando-se em conta que políticas de estímulos anunciadas em 2018 e o espaço para mais ações, caso necessário, para compensar qualquer “suavidade” no comércio e na demanda privada.

Todavia, a entidade revelou que a demanda da China por bens e serviços produzidos no resto do mundo caiu consideravelmente desde o ano passado. Os montantes exportados para o mercado chinês por economias desenvolvidas em 2019 tem sido substancialmente mais fracos do que no calendário anterior, afetando comércio e crescimento mundial.

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A organização salienta que exportações de economias produtoras de commodities ao redor do planeta também têm sido afetadas pelo menor crescimento das importações chinesas, refletindo os vínculos nas cadeias de produção.

Segundo a OCDE, a queda das importações chinesas é atribuída em parte a alterações estruturais na segunda maior economia do mundo, como um reequilíbrio de investimentos para consumo, substituição de marcas domésticas e movimentos para limitar os estragos ambientais.

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Jader Lazarini
Jader Lazarini escreve sobre mercado financeiro, política e economia para o portal de notícias da Suno Research. Anteriormente, trabalhou na Unidas. Estuda Relações Internacionais na Universidade Anhembi Morumbi.