Economia

OCDE corta previsão de crescimento do PIB global

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A OCDE cortou as previsões para o crescimento econômico global para 2019 e 2020. As maiores reduções do crescimento do PIB foram em países da Europa. Mas, em geral, todas as economias do G20 tiveram suas projeções de crescimento reduzidas.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE, na sigla em inglês) divulgou nesta quarta-feira (6) seu relatório trimestral. No documento, a instituição alertou às autoridades europeias sobre a necessidade de levar adiante um conjunto em iniciativas de estímulo para as economias da região.

Segundo a OCDE a economia mundial deveria crescer 3,3% em 2019. Uma redução de 0,6 ponto percentual em relação a projeção anterior divulgada em novembro. Entre as razões para essa redução do crescimento, estão as incertezas geradas pela guerra comercial entre EUA e China e pelo processo de saída do Reino Unido da União Europeia (UE). Todos fatores que afetarão as empresas e o comércio do mundo inteiro.

Para 2020, a organização internacional prevê um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial de 3,4%. Uma redução de 0,1 ponto percentual.

“Altas incertezas de política econômica, tensões comerciais e mais erosão da confiança empresarial e do consumidor estão contribuindo para a desaceleração”, informou a OCDE em seu relatório, “Substancial incerteza sobre a política econômica permanece na Europa, incluindo sobre o Brexit. Uma saída desordenada aumentaria os custos para as economias europeias de forma substancial”.

Segundo a OCDE, o comércio mundial “desacelerou fortemente” devido às barreiras comerciais existentes e “os novos pedidos em vários países permanecem em queda”. Para a organização, as restrições aplicadas em 2018 “pesam sobre o crescimento, o investimento e os níveis de vida, em particular das residências com baixa renda”.

Redução nas projeções de crescimento na Europa

Na Europa, a instituição baseada em Paris prevê uma contração da economia da Itália este ano, com uma redução do PIB de -0,2%. Por sua vez, a Alemanha deverá crescer apenas 0,7%, contra a previsão anterior de crescimento de 1,6%. Por sua vez, o Reino Unido deverá crescer somente de 0,8%, contra a previsão precedente de expansão de 1,4%.

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Para a zona do euro, a expectativa é de expansão de apenas 1% este ano, comparada a 1,8% que havia sido estimada em novembro, e de 1,2% para 2020, ante 1,6% da estimativa anterior para o ano.

Guerra comercial cria incertezas

Segundo o documento da OCDE, é improvável que a economia global receba um grande impulso do acordo comercial entre EUA e China. Isso porque o eventual acordo não conseguirá reduzir a incerteza sobre a futura relação econômica entre as duas maiores economias do mundo. Por exemplo, questões estruturais relevantes, como o papel privilegiado exercido pelas
empresas estatais chinesas, não deverá ser abordado no texto. E isso gerará ainda incerteza na economia mundial.

Por isso, a OCDE cortou a projeção de crescimento dos EUA em 2019, passando de 2,7% para 2,6%. Uma previsão que mostra uma desaceleração da primeira economia do mundo, em comparação com a expansão de 2,9% registrada em 2018.

Por sua vez, a previsão de crescimento da China foi reduzida de 6,3% para 6,2%. Também uma redução em comparação com a expansão de 6,6% registrado no ano passado.

Corte nas previsões do Brasil

A OCDE também reduziu as previsões de crescimento do Brasil de 0,2 ponto em 2019, passando de 2,1% para 1,9%. Para 2020, a projeção de expansão de 2,4% foi mantida.

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Mesmo com esse corte na previsão de crescimento para o Brasil, a OCDE apontou em seu relatório a possibilidade de uma recuperação moderada do País. “A melhora na confiança dos empresários, a redução de incertezas políticas, inflação baixa e melhora no mercado de trabalho vão ajudar a demanda doméstica”, escreveu a organização no documento.

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Segundo a OCDE, a implantação bem sucedida da agenda de reformas por parte do governo, como a da Previdência, “ainda é fundamental para uma retomada mais forte do crescimento”.

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Carlo Cauti
Editor-chefe do SUNO Notícias. Italiano, formado em Ciências Políticas pela universidade LUISS G. Carli de Roma e mestre cum laude em Relações Internacionais, Jornalismo Internacional e de Guerra e em Economia Internacional. Concluiu também um MBA em Finanças na B3. No Brasil, teve passagem por veículos de comunicação como O Estado de S.Paulo, G1, Veja e EXAME. Também trabalhou nas agências de notícias italianas ANSA e NOVA.