Nissan anuncia novo presidente para a China

Nissan anuncia novo presidente para a China
Nissan alerta para prejuízo operacional de US$ 4,5 bilhões

A Nissan anunciou nesta terça-feira (8) o nome do novo presidente-executivo na China, Makoto Uchida. O conselho da montadora japonesa informou que Uchida foi escolhido devido a sua ampla experiência.

O antigo presidente da Nissan, Hiroto Saikawa, renunciou com três meses de gestão após reconhecer pagamentos de renda questionável. Saikawa substituiu a saída do brasileiro Carlos Ghosn.

O ex-presidente fora intimamente aliado ao Ghosn que no momento aguarda julgamento no japão. Dessa forma, a nomeação de um novo executivo trata-se do terceiro presidente da montadora na China em menos de doze meses.

Carlos Ghosn é destituído do conselho da Nissan

Em abril, os acionistas da Nissan aprovaram a destituição do ex-presidente do conselho administrativo da empresa, Ghosn.

Carlos Ghosn liderou a montadora por duas décadas até que fosse dispensado em 22 de novembro, três dias após ser preso pela primeira vez em Tóquio. No entanto, o executivo seguiu como membro do conselho até que a decisão fosse tomada.

Confira Também: Investigação de Carlos Ghosn na Nissan pode ter conflitos de interesse, diz jornal

Antes da reunião de emergência que decretou a destituição, o ex-presidente da Nissan Hiroto Saikawa, declarou que a montadora considerava um pedido de indenização ao brasileiro por conta da má conduta financeira.

Acusações de Carlo Ghson

O executivo brasileiro tirou a Nissan da falência e ainda instaurou uma aliança mundial da japonesa com a Renault e a Mitsubishi, formando uma das maiores alianças do setor automotivo. O executivo foi preso preventivamente pela primeira vez em 19 de novembro de 2018 sob as seguintes acusações:

Sonegação de renda: de acordo com a Promotoria japonesa o ex-presidente da Nissan declarou apenas metade do que recebeu entre os anos de 2010 e 2018.

Transferência de prejuízos pessoais para a Nissan: a Promotoria alega abuso de confiança por parte do executivo, que transferiu temporariamente perdas de investimento pessoal para a Nissan em 2008. Ghosn, por sua vez, afirma que agiu com “a aprovação dos diretores da Nissan”. O brasileiro disse que pediu à empresa para assumir, de forma temporária, a garantia de seus contratos de câmbio durante a crise financeira global de 2008. Ainda conforme Ghosn, a única outra alternativa à esta ação seria renunciar e usar os recursos de sua aposentadoria como garantia.7

Uso pessoal de imóveis comprados pela Nissan: uma investigação interna da multinacional revelou que uma subsidiária montada na Holanda, que supostamente financiava investimentos de capital de risco, foi utilizada para comprar ou alugar imóveis corporativos, nos quais o executivo se hospedava quando viajava. Dos quatro imóveis identificados em quatro países diferentes, um fica no Rio de Janeiro.

No dia 23 de setembro, advogados da Nissan Motor afirmaram que as investigações sobre os ex-presidente do conselho da empresa multinacional japonesa, Carlos Ghosn, pode ter conflitos de interesses que estão criando “um risco e uma exposição desnecessária” para a companhia.

Poliana Santos

Compartilhe sua opinião