Mitre precifica IPO em R$ 19,30 por ação, dizem fontes

Mitre precifica IPO em R$ 19,30 por ação, dizem fontes

A construtora Mitre teria precificado sua oferta pública inicial de ações (IPO) em R$ 19,30. Segundo fontes próximas da operação, consultadas pela agência “Reuters”, esse seria um valor no topo da faixa estimada pelos coordenadores da emissão.

A operação de abertura de capital da Mitre, incluiria ofertas primária e secundária de ações, e deve movimentar cerca de R$ 1,2 bilhão, de acordo com a agência.

Os bancos coordenadores da abertura de capital são:

  • Itaú BBA
  • BTG Pactual
  • Bradesco BBI

Veja também: IPO da incorporadora Moura Dubeux pode levantar R$ 1,16 bilhão

Os acionistas Fabrício e Jorge Mitre são os responsáveis pela venda na oferta secundária, quando o montante vai para quem vendeu as ações. Já a oferta primária vai para o caixa da empresa e é utilizado na operação do dia a dia da companhia.

A construtora e incorporadora paulistana é especializada em imóveis de média e alta renda e informou que pretende utilizar os recursos levantados por meio da oferta para comprar terrenos, além de pagar custos de construção e outras despesas operacionais.

Mitre estreia na Bolsa de Valores como MTRE3

O pedido de IPO da Mitre foi registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no início de dezembro de 2019 e deve estrear no pregão de quarta-feira (5) com o ticker MTRE3.

A construtora desenvolve empreendimentos de médio e alto padrão, principalmente em São Paulo. A empresa possui um portfólio de mais de 20 empreendimentos, além de um estoque de terrenos estimado em R$ 4,6 bilhões.

Confira: RELATÓRIO GRATUITO – TUDO SOBRE O IPO DA MITRE

De acordo com as informações disponíveis no site da Mitre, o último projeto concluído contou com 94% das unidades aceitas na primeira vistoria. Além disso, a empresa informou que foi certificada no Sistema de Gestão de Qualidade pelas Normas ISO 9001 e PBQP-H SiAC.

A Mitre é mais uma das incorporadoras a tentar surfar o bom momento do setor na B3.

No ano passado as construtoras:

chegaram a captar cerca de R$ 5,5 bilhões com ofertas subsequentes de ações, destinando os recursos ao pagamento de dívidas e desenvolvimento de novos projetos.

Já em 2020, além da Mitre, Kallas, Cury, You,Inc e Moura Deubeux devem abrir seu capital na bolsa brasileira.

Antes da Mitre, a última vez que uma construtora estreou na B3 foi em 2009, quando a Direcional (DIRR3) abriu capital.

Carlo Cauti

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