Mansueto de Almeida deixa cargo de secretário do Tesouro Nacional

Mansueto de Almeida deixa cargo de secretário do Tesouro Nacional
Déficit pode superar R$ 800 bilhões nesse ano, segundo Mansueto

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto de Almeida, comunicou neste domingo (14) ao ministro da Economia Paulo Guedes sua decisão de deixar o governo do presidente Jair Bolsonaro nos próximos meses.

A saída do secretário foi consensual e vai ocorrer no final de julho ou em agosto. O tempo necessário para que possa ser realizada uma transição com seu sucessor no controle dos cofres públicos. Mansueto de Almeida trabalhou por mais de dois anos no governo federal.

Ele assumiu o comando do Tesouro Nacional em abril de 2018, durante o governo do ex-presidente Michel Temer. Ele foi confirmado no cargo pelo governo Bolsonaro.

Suno One: o primeiro passo para alcançar a sua independência financeira. Acesse agora, é gratuito!

Mansueto Almeida é formado em economia pela Universidade Federal do Ceará, é mestre em economia pela Universidade de São Paulo (USP) e cursou doutorado em Políticas Públicas no MIT, Cambridge (USA), porém sem concluir.

Conheça a carreira de Mansueto de Almeida

Em sua carreira no poder público, o economista trabalhou como técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Além disso assumiu os cargos de coordenador-geral de Política Monetária e Financeira na Secretaria de Política Econômica no Ministério da Fazenda entre 1995 e 1997 e assessor da Comissão de Desenvolvimento Regional e de Turismo do Senado Federal entre 2005 e 2006. Mansueto de Almeida também foi assessor econômico do Senador Tasso Jereissati.

O economista vai para a iniciativa privada após a quarentena de seis meses prevista na lei para os ex-funcionários públicos. Ele já estava discutindo sua saída do governo com o ministro Guedes.

Guedes queria nomeá-lo diretor-executivo do Conselho Fiscal da República. Um novo órgão que seria criado pela Proposta de Emenda da Constituição (PEC) do Pacto Federativo. Entretanto, a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19) atrasou a tramitação da PEC no Congresso Nacional, impedindo a criação do colegiado.

Saiba mais: Para Mansueto, estado financeiro do País é também culpa do Legislativo

Mansueto de Almeida sempre foi considerado pelo mercado como o principal responsável do processo de ajuste das contas públicas iniciado durante o governo Temer. Agora os analistas se questionam sobre a continuidade do saneamento do orçamento federal após sua saída.

Carlo Cauti

Compartilhe sua opinião