Macron: Reduzir participação do governo na Renault não é necessário

Macron: Reduzir participação do governo na Renault não é necessário
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O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que o governo francês não precisa reduzir sua participação na Renault. A declaração ocorreu nesta quinta-feira (27) durante uma viagem do presidente francês ao Japão para o G20

As relações entre Renault e a Nissan estão enfrentando um cenário de tensão após a detenção do ex-presidente das empresas, Carlos Ghosn. Contudo, Macron ressaltou que essa é uma situação pontual e não deveria afetar a aliança entre as empresas.

“Nada nesta situação justifica a mudança das participações acionárias cruzadas, nas regras de governança e na participação do Estado francês na Renault, que não tem nada a ver com a Nissan”, disse o presidente.

Segundo o mandatário, a aliança Renault-Nissan deve trabalhar para o fortalecimento de suas sinergias.

Saiba mais: Renault tem como prioridade o fortalecimento da aliança com a Nissan

No entanto, o ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire, informou há duas semanas que o governo está disposto a reduzir em 15% a participação na Renault visando reforçar a aliança com a montadora japonesa.

“Nós podemos reduzir a participação do Estado na Renault. Isso não é um problema desde que, no fim do processo, nós tenhamos um setor automobilístico mais sólido e uma aliança forte entre as duas montadoras”, afirmou Le Maire.

Ghosn denunciado por atos suspeitos

A montadora francesa irá denunciar seu ex-presidente, Carlos Ghosn, por ter identificado gastos suspeitos de 11 milhões de euros. O anúncio foi feito nesta no início de junho pelo ministro da Economia da França, Bruno Le Maire.

Saiba mais: Carlos Ghosn será denunciado pela Renault por gastos suspeitos

De acordo com a administração, algumas despesas não foram especificadas por Ghosn e outras demonstraram superfaturamento, como viagens de avião. Além disso, consta nas despesas doações a organizações sem fins lucrativos.

O país francês detém parte da montadora, portanto, o ministro disse que “quando o Estado é acionista de referência de uma empresa, como no caso da Renault, na qual temos 15%, seu papel é assegurar que a governança funciona bem”.

Giovanna Oliveira

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