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Lucro da SBF, dona da Centauro, cai 38% e soma R$ 148,7 mi em 2018

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O grupo SBF, dono da rede Centauro, registrou lucro líquido de R$ 148,7 milhões em 2018, uma queda de 38% em relação ao ano anterior, quando os ganhos foram de R$ 241 milhões. As informações estão disponibilizadas no pedido de abertura de capital apresentado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), protocolado na última segunda (18).

Apesar da queda, os resultados são melhores do que os aferidos há dois anos. Em 2016, o dono da Centauro teve um prejuízo de R$ 59,5 milhões.

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A receita do SBF, entretanto, subiu 16% em 2018. O faturamento passou de R$ 1,9 bilhão para R$ 2,2 bilhões. Boa parte do valor foi captado por meio das lojas físicas: 192 unidades da rede Centauro estão presentes em 97 cidades, de 23 estados. Essas lojas representaram 84% da receita líquida em 2018, numa expansão da fatia que correspondem nos ganhos. Em 2017, representaram 75% do lucro líquido, e em 2016, 72%. O restante do faturamento, R$ 363 milhões, veio das plataformas digitais.

As despesas operacionais cresceram 6,7% em 2018, somando R$ 936 milhões. Ainda assim, é um aumento menor do que o registrado entre 2016 e 2017 (12%, chegando a R$ 877 milhões).

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A alavancagem financeira ajustada – relação entre dívida líquida e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) – foi de 0,4 vez. Trata-se de um recuo de 0,7% em relação ao aferido no ano anterior.

A dívida líquida do SBF caiu 47,2% em 2018, em relação ao ano anterior, e somou R$ 116 milhões. Os empréstimos de curto prazo aumentaram quatro vezes no ano, totalizando R$ 94,7 milhões. Os empréstimos de longo prazo, por outro lado, diminuíram 24,5%, para R$ 264 milhões. A companhia fechou o ano com R$ 243 milhões em caixa, uma alta de 62%.

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O IPO do Grupo SBF

A companhia controladora da Centauro pediu registro de companhia aberta e autorização para realizar uma oferta inicial de ações à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Os dados foram disponibilizados na última segunda (18) pela comissão. A abertura de capital vai ser coordenada por Bradesco BBI, Itaú BBA, BTG Pactual, Goldman Sachs, BB Investimentos e Credit Suisse.

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O SBF diz, na minuta de prospecto preliminar, que vai usar os recursos da operação para abertura de novas unidades e reformas. Além disso, os aportes serão direcionados para reforçar capital de giro, pagamento de dívidas e outros investimentos.

O grupo já havia submetido um pedido de abertura de capital à CVM, mas a petição foi recusada em junho passado por não conter todas as exigências. À época, a companhia tinha como sócia a Naomi Participações, do grupo GP Investiments.

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Guilherme Caetano
Formado em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da USP, Guilherme Caetano escreve para o portal de notícias da Suno Research. Passou pelas redações da Folha de S.Paulo e da revista Época.