Livraria Cultura recebe não de parte dos credores e pode ir à falência

Livraria Cultura recebe não de parte dos credores e pode ir à falência
O plano de recuperação judicial da Livraria Cultura foi rejeitado por parte dos credores e rede pode enfrentar processo de falência

Parte dos credores da Livraria Cultura rejeitou na noite da última segunda-feira (14) a nova proposta de recuperação judicial. Com isso, fica a cargo da Justiça determinar se o processo caminha em direção à falência.

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A maioria dos credores de classe 4 da empresa, que representam editoras menores a quem a Livraria Cultura possui uma dívida menor, rechaçou o aditivo apresentado ao plano por conta da pandemia do novo coronavírus.

Do total de 45 credores presentes na assembleia, 24 votaram contra a aprovação do plano de recuperação judicial da rede de livrarias, enquanto mais de 95% dos grandes credores de classe 1 votaram a favor.

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Livraria Cultura pode ir à falência

Com a decisão, o juiz Marcelo Barbosa Sacramone, da 2ª Vara de Recuperação e Falência de São Paulo, definirá qual o destino do processo da companhia.

Na hipótese de o magistrado entender que a assembleia alcançou quórum majoritário para aprovar o plano, mesmo com a rejeição da maioria da classe 4, Sacramone poderá forçar o processo de recuperação judicial a seguir em frente com o aditivo.

Se o complemento ao plano for negado, o juiz pode determinar que vale o acordo de recuperação aprovado no ano passado. Contudo, para isso, será preciso estudar se a Livraria Cultura cumpriu todos os prazos e obrigações definidos na ocasião. Caso a empresa mostre algum desvio, a falência é decretada.

Na nova proposta da empresa, desdobramento de um processo de recuperação que se desenrola desde 2018, a rede de livrarias introduziu uma nova categoria de provedores que se comprometeriam a realizar a entrega de produtos essenciais para a operação do negócio por 18 meses contínuos, em troca de deságio.

O plano de recuperação judicial aprovado em 2019 prevê o pagamento das dívidas da Livraria Cultura, montante que chegou ao patamar de R$ 285,4 milhões em 2018, no decorrer de até 14 anos, para os credores

Arthur Guimarães

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