Justiça determina que há vínculo trabalhista entre Loggi e motoboys

Justiça determina que há vínculo trabalhista entre Loggi e motoboys
Loggi demite para buscar novo foco prioritário aos negócios

A 8ª Vara do Trabalho de São Paulo determinou que a Loggi deverá reconhecer a existência de vínculo trabalhista com os motoboys que fazem entregas por meio da plataforma. A decisão foi assinada, nesta sexta-feira (6), pela juíza Lávia Lacerda Menendez.

A decisão determina que a Loggi contrate todos os motoboys registrados na plataforma e que trabalharam de outubro até dezembro. Os entregadores deverão ser registrados em regime CLT até maio de 2020.

Além disso, os trabalhadores terão direito a jornada máxima de oito horas por dia e deverão receber capacetes e coletes de segurança. A empresa de entregas receberá multas de R$ 10 mil por cada um dos motoboys em situação irregular, caso não cumpra a determinação.

A empresa deverá pagar ainda R$ 30 milhões como “compensação pecuniária”. De acordo com a decisão judicial, o montante deverá ser depositado diretamente junto às instituições beneficentes escolhidas pelas rés dentre as 100 melhores organizações não governamentais brasileiras”.

A Loggi informou, após ser procurada pelo portal de notícias “G1”, que lamenta a decisão da Justiça. A empresa salientou ainda que cadastra somente profissionais que são Microempreendedores Individuais (MEI).

Além disso, a empresa disse que “disponibiliza seguro contra acidentes, oferece cursos de pilotagem, realiza campanhas permanentes de segurança no trânsito e disponibiliza locais para descanso e convívio” aos motoboys.

Loggi se torna unicórnio brasileiro

Em julho deste ano, a Loggi atingiu o valor de mercado de US$ 1 bilhão e se tornou o oitavo unicórnio brasileiro.

O valor de mercado da empresa foi elevado após uma rodada de investimentos de US$ 150 milhões. Os aportes na startup paulistana de tecnologia foram realizados pelo SoftBank, Microsoft, GGV, Fith Wall e Velt Partners.

Saiba mais: Loggi atinge US$ 1 bi e se torna o mais novo unicórnio brasileiro

Atualmente, além da empresa de entregas, outras nove empresas brasileiras já se tornaram unicórnios. Sendo elas:

  • 99;
  • PagSeguro;
  • Nubank;
  • Stone;
  • iFood;
  • Gympass;
  • QuintoAndar;
  • Ebanx;
  • Wildlife.

Por meio dos investimentos, a Loggi informou que vai formar uma equipe de mais de mil engenheiros. O objetivo é criar um serviço de logística em todo o Brasil.

Giovanna Oliveira

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