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JBS apresenta lucro líquido de R$ 2,2 bilhões no segundo trimestre

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A recuperação da rentabilidade no Brasil e o momento propício para a produção de carne bovina nos EUA elevaram o desempenho da JBS (JBSS3). No segundo trimestre deste ano, frente ao resultado de R$ 911,1 milhões do mesmo período do ano passado, foram apresentados R$2,2 bilhões.

A geração de caixa livre da JBS no período foi de R$ 3,7 bilhões, valor 92,6% superior ao apresentado no segundo trimestre do ano passado.

JBS demonstra recuperação

A receita líquida da JBS foi elevada em 12,5% na comparação anual, chegando a R$ 50,8 bilhões, devido a valorização do dólar nas últimas semanas. O Ebitda, sigla em inglês que representa o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização, aumentou em 20,3%, atingindo R$ 5,1 bilhões.

No intervalo de abril a junho, a margem Ebitda cresceu 0,6 ponto percentual, chegando em 10%.

O CEO da JBS, Gilberto Tomazoni, em entrevista ao “Valor”, reiterou a transformação realizada pela empresa desde o segundo trimestre de 2017, quando aconteceu a delação dos irmãos Batista. Desde então, segundo o Tomazoni, as despesas anuais com juros foram reduzidas em cerca de U$ 400 milhões.

Segundo o vice-presidente de finanças e de RI da JBS, Guilherme Cavalcanti, o índice de endividamento chegou a um nível “confortável”, fazendo com que a empresa olhe com mais atenção para a etapa de aquisições.

Tomazoni, sem dar muito detalhes, falou sobre o foco das compras da JBS. Em busca de aquisições na regiões onde já atuam devido às economias possibilitadas pelas sinergias entre os ativos a serem adquiridos e as operações já em funcionamento, citou o abatedouro de suínos de Seberi (RS).

“Tinha sinergia com a Seara e estava ligado ao aumento da demanda por carne suína”, disse. O abatedouro foi adquirido por R$ 235 milhões.

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Nos últimos três meses, a demanda externa elevada com preços mais atrativos, parte devido ao surto da peste suína africana na China, beneficiou a Seara. Essa empresa, que faz parte da JBS, reúne as operações de frango, suínos e alimentos processados no Brasil.

Tomazoni afirmou que a rentabilidade positiva da Seara é a tendência, dizendo que “é daqui pra cima”. O momento favorável da carne suína e de frango no Brasil é, principalmente, por conta dos preços internos estarem elevados e o custo da ração estar mais baixo.

Performance acionária

Apenas em 2019, as ações da JBS subiram 138%, o que pode levar o BNDES a vender os 21% de participação que tem na companhia.

Entretanto, ontem (14), as ações ordinárias da JBS fecharam o pregão com uma queda de -2,2%, sendo negociadas a R$ 27,35 na Bolsa de Valores de São Paulo.

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Jader Lazarini
Jader Lazarini escreve sobre mercado financeiro, política e economia para o portal de notícias da Suno Research. Anteriormente, trabalhou na Unidas. Estuda Relações Internacionais na Universidade Anhembi Morumbi.