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Itaúsa registra lucro líquido de R$ 1,9 bilhão no 3T19

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A holding brasileira, Itaúsa, detentora do Itaú Unibanco, Duratex e Alpargatas divulgou seu resultado no terceiro trimestre deste ano. A empresa registrou lucro líquido, atribuído a acionistas controladores, de R$ 1,9 bilhão, queda de 22% em comparação com o mesmo período no ano anterior.

Segundo a Itaúsa, o resultado é justificado principalmente por conta de itens não recorrentes no período de R$ 533 milhões, em decorrência de, principalmente, adequar sua estrutura do Itaú Unibanco à realidade de mercado, por meio de um Programa de Desligamento Voluntário (PDV), que foi anunciado em agosto deste ano.

A receita atingiu, de julho a setembro, R$ 1,3 bilhão valor correspondente ao recuo de 13,4%. A linha de equivalência patrimonial caiu 17% para R$ 1,9 bilhão.

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Se excluir os afeitos não recorrentes, o resultado de equivalência patrimonial elevou-se em 9,4% devido ao bom resultado do Itaú Unibanco, aumentando 5% no resultado de juros, em relação ao crescimento de 8,1% da carteira de crédito.

“Adicionalmente, cabe destacar o crescimento de dois dígitos em todos os negócios da Alpargatas e o crescimento do resultado operacional da NTS [Nova Transportadora do Sudeste] decorrente de reajustes contratuais”, afirma a Itaúsa em relatório.

Despesas da Itaúsa

Já as despesas administrativas foram de R$ 100 milhões, uma elevação de 15%, com o

  • aumento da estrutura administrativa;
  • despesas adicionais com projetos de fusões e aquisições;
  • melhorias em tecnologia da informação (TI);
  • contratação de fiança e seguro de processos judiciais;
  • crescimento nos serviços de escrituração de ações devido a expansão da base de acionistas.

A despesa financeira líquida da Itaúsa diminuiu 35%, chegando a R$ 41 milhões.

A Itaúsa também destacou a remuneração ao seu acionista: “Em 23/08 e 01/10 foram pagos dividendos adicionais e trimestrais no valor de R$ 0,3405 e R$ 0,02 por ação, respectivamente, aos acionistas com posição acionária ao final dos dias 15/08 e 30/08, respectivamente. Nos primeiros nove meses de 2019 o total de proventos pagos foi da ordem de R$ 9,3 bilhões. Já os proventos brutos pagos nos últimos doze meses por ação somam R$ 1,1929, que dividido pela cotação atual da ação (R$ 13,76 em 08/11/2019), resulta em 8,7% de dividend yield.”

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Rafael Lara
Rafael Lara cursa jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Escreve sobre política, economia e negócios para o portal Suno Notícias. Antes, colaborou na TV Gazeta na produção do programa Edição Extra.