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Itaú diz que a ‘Bolsa continua sendo nossa principal recomendação’

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Cláudio Sanchez, diretor de investimentos do Itaú Unibanco, ainda aposta na Bolsa de Valores como principal recomendação.

O executivo do Itaú Unibanco, que vem recomendando o investimento acionário desde o começo do ano, diz que as ações têm muito o que se beneficiar de um cenário interno favorável, que tende a ficar ainda mais propício caso o mundo, de fato, tenha um crescimento menor nos próximos anos.

Em entrevista ao “Estado de São Paulo”, quando perguntado se o ouro ainda é uma boa opção, Sanchez disse esse é um tipo de ativo que os investidores procuram quando tudo está muito ruim.

“Acho que investir diretamente em contratos de ouro é para aquele cliente agressivo e que acompanha muito bem mercado. Se o mercado de ações é complexo, o mercado de commodity é ainda mais complexo.”

Itaú acredita que a Bolsa continua atrativa

Sanchez foi perguntado se esperam o Ibovespa com 130 mil pontos neste ano. “Diria que hoje estejamos mais com 120 mil do que 130 mil pontos (o relatório mais recente do banco projeta a Bolsa a 125 mil pontos no final do ano).”

Na entrevista, o “Estado de São Paulo” perguntou ao executivo quais são os impactos da política econômica do atual governo. Sanchez disse que a inflação sob controle e a taxa de juros básica é muito positivo.

“Estamos falando de um possível juro real de 1%. Com isso, o cliente terá de tomar risco e o que está acontecendo agora é uma transformação dos clientes para buscar esse risco”, afirma Sanchez.

“A economia precisa crescer. O Brasil não tem uma quantidade de ativos suficientes para atender a toda a demanda que possa surgir. O crescimento fará as empresas emitirem debêntures, trará mais ações ao mercado. Se isso não acontecer, não vamos conseguir gerar produtos que entreguem rentabilidade com risco adequado”, afirmou Sanchez sobre o que pode atrapalhar esse cenário positivo.

Sanchez, entretanto, salientou que um cenário internacional de muito estresse, que ultrapasse as negociações entre EUA e China na guerra comercial, para se tornar algo real de fato, pode impactar o mercado interno.

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Questionado se esse impacto exterior pode ser associado à declaração da moratória argentina ao Fundo Monetário Internacional (FMI), Sanchez disse que, por hora, não.

“Um eventual impacto na economia brasileira pode ocorrer caso a crise na Argentina aumente a percepção de risco sobre os mercados emergentes em geral, mas esse não é o nosso cenário base”, disse o diretor do Itaú Unibanco.

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Jader Lazarini
Jader Lazarini escreve sobre mercado financeiro, política e economia para o portal de notícias da Suno Research. Anteriormente, trabalhou na Unidas. Estuda Relações Internacionais na Universidade Anhembi Morumbi.