IRB Brasil (IRBR3) sobe pelo 4º dia seguido; alta na semana é de 27,6%

IRB Brasil (IRBR3) sobe pelo 4º dia seguido; alta na semana é de 27,6%
As ações do IRB Brasil (IRBR3) operam em queda nesta quinta. Por volta das 11h25, os papéis da resseguradora recuavam 1,12%.

As ações do IRB Brasil (IRBR3) fecharam o pregão desta sexta-feira (25) em alta de 1,27%, negociadas a R$ 7,17, emendando o quarto dia consecutivo de valorização e ampliando os ganhos da semana.

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O IRB Brasil, que vinha em um movimento de queda desde 21 de agosto, quando atingiu R$ 8,21, voltou a registrar forte crescimento no preço de seus papéis nesta semana, de 27,6%. Para fins de comparação, o principal índice da bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, encerrou a semana com uma queda acumulada de 1,31%, a 96.999,383.

Apesar do desempenho positivo do ressegurador, a ação da empresa apresenta uma baixa de 79,74% no acumulado do ano. As ações da companhia, que fecharam o ano passado perto da casa dos R$ 35,00, despencaram após um escândalo de fraude contábil, deflagrado no inicio de 2020.

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Em fevereiro, enquanto o mundo ainda repercutia os incipientes efeitos da então epidemia do novo coronavírus, a gestora Squadra publicou uma carta apontando para uma série de “inconsistências” no balanço do IRB, acusando a companhia de fraude contábil.

Em meio às polêmicas, membros da direção do ressegurador renunciaram, incluindo o presidente do conselho de administração, Ivan Monteiro; o diretor executivo, José Carlos Cardoso; e o diretor financeiro, Fernando Passos.

Posteriormente, já com a nova diretoria, os números de 2018 e 2019 foram revisados e auditados, registrando fraudes de R$ 60 milhões, assim como recompras de ações no mercado além do autorizado pelo conselho.

IRB Brasil tem prejuízo de R$ 62,4 mi em julho

Na última quarta-feira (23), a empresa reportou os resultados do mês de julho, conforme documento enviado à Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e apresentado junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com um prejuízo de R$ 62,4 milhões.

Quando desconsiderado o impacto dos negócios descontinuados, no entanto, a companhia apresentaria um lucro líquido de R$ 36 milhões. O faturamento bruto, por sua vez, chegou a R$ 1,54 bilhão, uma alta de 100,8% em relação ao mesmo período do ano passado. A empresa atribuiu o resultado à “renovação, com crescimento de coberturas, de um contrato no segmento de petróleo emitido no mês”.

“A sinistralidade também teve uma melhora em relação ao primeiro semestre, e a afirmação do novo CEO se que 70% dos problemas de liquidez já estão resolvidos ajudaram nesse movimento de otimismo”, afirmou Felipe Tadewald, especialista da Suno Research.

“Investidores começam a refazer contas e fazer estimativas sobre o quanto a “nova IRB” poderia de fato lucrar e criar de valor aos seus acionistas. Por outro lado o papel ainda está muito longe de recuperar os níveis observados antes de todas questões que resultaram na demissão de executivos e mudança na gestão”, complementou Tadewald.

IRB responde sobre oscilações atípicas

Além disso, na última quinta-feira (24), o ressegurador comunicou o recebimento de um ofício da B3 solicitando informações sobre as últimas oscilações atípicas nas ações de emissão da companhia.

O IRB Brasil informou que, até o momento da publicação do comunicado ao mercado, não possuía conhecimento de qualquer ato ou fato relevante pendente de divulgação que pudesse justificar as variações atípicas no preço, número de negócios ou quantidade negociada de ações. “Salvo melhor juízo, todas estas oscilações advêm de movimentações a mercado da base acionária”, salientou.

Arthur Guimarães

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