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Em IPO, investidores brasileiros devem ficar com 90% das ações da Vivara

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Os investidores brasileiros devem ter uma participação significante de 90% na oferta inicial de ações (IPO) da Vivara. A ação será precificada na terça-feira (8). A informação é da coluna “Broadcast”, do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Os bancos coordenadores da operação da Vivara buscam colocar o preço no maior extremo da faixa indicativa, entre R$ 21,17 e R$ 25,40. Vale ressaltar que os bancos responsáveis pela oferta da rede de joalheira são:

  • Itaú BBA
  • Bank of America Merril Lynch
  • XP Investimentos
  • JP Morgan

A grande participação dos brasileiros segue forte nas ofertas de ações no mercado nacional. Isso porque houve uma grande entrada de recursos nos fundos, impulsionada pela Selic, que se encontra a 5,5% ao ano. A entrada líquida dos fundos de ações chegou a R$ 47,7 bilhões no acumulado até o mês de setembro.

Procura por IPO da Vivara supera em cinco vezes a oferta

A procura pelos papéis da oferta inicial de ações (IPO) da joalheria Vivara já superou em cinco vezes a oferta inicial. A informação foi publicada no blog do colunista do jornal “O Globo”, Lauro Jardim.

A previsão é de que o IPO da Vivara levante cerca de R$ 2 bilhões. No dia 26 de setembro, iniciou-se o prazo para reserva de ações da operação de abertura de capital.

A Vivara anunciou, no dia 20 de setembro, a faixa de preço de seus papéis para o IPO. Os preços variam entre R$ 21,17 e R$ 25,40.

Veja também: Caixa deve fazer IPO de seguros em fevereiro de 2020

Ao considerar o valor médio de R$ 23,29 por ação, a Vivara poderia arrecadar até R$ 1,65 bilhão na oferta base. O montante levantado pode subir para R$ 1,98 bilhão, quando considerada a oferta adicional.

A oferta base conta com 18,89 milhões de ações em tranche primária e 51,96 milhões de papéis no lote secundário. Além disso, há um lote adicional de 14,17 milhões de ações.

O lote primário é composto por ações novas. Nesse caso, o valor obtido por meio da venda é direcionado ao caixa da empresa. Já o lote secundário é composto por papéis que pertencem a sócios atuais da companhia.

Ao considerar o valor máximo da faixa de preços e o lote adicional de ações, o valor obtido pela Vivara pode chegar a R$ 2,16 bilhões. Por outro lado, analisando o menor valor e a ausência de um lote complementar, o montante será de R$ 1,5 bilhão.

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Juliano Passaro
Juliano Passaro escreve sobre política, economia e negócios para o portal da Suno Research. Antes da Suno, trabalhou no Portal da Band. É formado em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.