IPO da Méliuz (CASH3): saiba tudo sobre a operação

IPO da Méliuz (CASH3): saiba tudo sobre a operação
A Méliuz (CASH3) realizou sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (5).

A plataforma de marketplace e serviços financeiros Méliuz fará sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em 5 de novembro. A startup, que havia pedido o registro para abertura de capital no último dia 1º de setembro, busca aderir ao segmento de alto nível de governança da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), sob o ticker “CASH3“.

Segundo o prospecto preliminar, apresentado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Méliuz pretende realizar uma oferta pública de distribuição primária, quando os recursos captados são destinados ao caixa da empresa, inicialmente de 22.702.101 novas ações; e secundária, na qual o dinheiro levantado vai para os acionistas, de 29.471.812 ações.

A operação da oferta base de ações secundárias consistirá na venda da participação dos fundos de investimentos de venture capital Monashees Capital e Lumia Capital; do investidor pessoa física Leandro de Barros Alves; assim como outros investidores.

Há ainda a possibilidade da oferta base pode ser acrescida dos lotes suplementar e adicional. O lote suplementar é de até 15% do total de papéis inicialmente ofertados, ou seja, de até 7.826.086 de ações, enquanto o lote adicional corresponde a 20% da oferta base, isto é, um acréscimo de até 10.434.782 de ativos. As ações dos lotes suplementar e adicional serão, em caso de excesso de demanda, negociados apenas no contexto da oferta primária, nas mesmas condições e pelo mesmo preço das ações inicialmente ofertadas.

Desse modo, considerando a mediana de R$ 11,25 da faixa indicativa de preço, que ficou entre R$ 10,00 e R$ 12,50, e o número de 52.173.913 ações da oferta base, a Méliuz poderia levantar um montante de R$ 586,956 milhões. Na hipótese de venda da totalidade dos lotes suplementar e adicional, ainda com base no ponto médio da  faixa indicativa, a oferta total movimentaria R$ 792,391 milhões.

A startup informou que pretende despender os recursos captados por meio do processo de IPO para a ampliação da participação nos mercados de marketplace e serviços financeiros (50%) e potenciais aquisições estratégicas (50%).

O período de reserva paro o IPO da Méliuz vai do dia 16 de setembro até 30 de outubro.

Simultaneamente ao processo de listagem na bolsa paulista, também serão realizados esforços de colocação das ações da companhia no exterior na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), exclusivamente para investidores institucionais qualificados (qualified institutional buyers), residentes e domiciliados nos Estados Unidos, conforme definidos em regra editada pela Securities and Exchange Commission (SEC, o órgão regulador do mercado de capitais norte-americano).

Os coordenadores da oferta de IPO da Méliuz serão as seguintes instituições financeiras:

  • Itaú BBA (Coordenador Líder);
  • BTG Pactual (Agente Estabilizador);
  • Bradesco BBI;
  • XP Investimentos.

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Cronograma do IPO da Méliuz

Confira o calendário da oferta pública inicial de ações da Méliuz:

  • Registro da solicitação na CVM – 1/9/2020
  • Aviso ao mercado, disponibilização do prospecto preliminar e início do procedimento de bookbuilding – 8/10/2020
  • Início do pedido de reserva de ações – 16/10/2020
  • Encerramento do Período de Reserva – 30/10/2020
  • Encerramento do processo de bookbuilding e fixação do preço por ação – 3/11/2020
  • Início da negociação em Bolsa – 5/11/2020
  • Liquidação das ações – 6/11/2020
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Histórico e modelo de negócios da Méliuz

Fundada em 2011, a Méliuz se coloca com uma empresa de tecnologia focada no fornecimento de soluções digitais por meio de uma plataforma integrada de marketplace e serviços financeiros.

A startup divulga para usuários, por meio de seu site, aplicativo e plugin, ofertas, serviços, cupons de desconto e campanhas de cashback, que a empresa desenvolve para parceiros. O modelo de negócios da Méliuz foi estruturado para oferecer uma proposta de “ganha-ganha-ganha”, na qual todos os participantes são beneficiados do serviço.

De acordo com a startup, a empresa entrega uma plataforma gratuita a usuários que, por sua vez, têm acesso a diversas marcas, produtos, serviços, cupons de descontos e cashback. Ao mesmo tempo, os parceiros dispõem de um canal de divulgação para seus produtos, além de ferramentas de inteligência de dados e tecnologia para a aquisição e retenção de usuários.

Dessa forma, a Méliuz é remunerada pelos próprios parceiros que operam dentro da plataforma por meio de um pagamento de remuneração fixa, pela venda de espaços publicitários, e de remuneração variável que incide sobre o volume bruto de mercadoria (GMV, na sigla em inglês) e sobre o volume total de pagamentos (TPV, na sigla inglês), gerados através dos serviços oferecidos na plataforma.

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A empresa já conectou uma base de mais de 10 milhões de contas a uma série de mais de mais de 800 parceiros ativos, segundo dados expostos no prospecto preliminar. O site da Méliuz registrou 4,1 milhões de acessos mensais em julho de 2020, enquanto o aplicativo apresentou mais de 3,0 milhões de acessos mensais em igual período.

Além disso, em 2019, a companhia passou a disponibilizar o Cartão de Crédito Méliuz, em parceria com o Banco Pan (BPAN4) que atua como o emissor do cartão. O produto não possui anuidade ou sign-up fee, e oferece até 1,8% de cashback sobre as compras realizadas pelos usuários. Desde o lançamento do cartão de crédito, em março do ano passado, até o último mês de agosto, já foram emitidos mais de 200 mil cartões.

Nos primeiros seis meses de 2020, a companhia registrou um lucro líquido de R$ 12,692 milhões, ante um resultado igualmente positivo de R$ 1,646 milhões em igual período de 2019, o equivalente a uma alta de 671,1%. Na base anual, a startup reverteu um prejuízo de R$ 16,285 milhões, em 2017, e uma perda de R$ 7,519, em 2018, chegando a um lucro líquido de R$ 15,034 no ano de 2019.

Nesse sentido, a companhia fechou o ano passado com um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 10,582 milhões, ante um prejuízo de 7,224, em 2018, e de R$ 16,746 milhões, em 2017. Na mesma comparação, a margem Ebitda ficou em 13%, em 2019, saindo de um resultado negativo de 16,2% e de 64,6%, no dois anos anteriores, respectivamente.

A receita operacional líquida da empresa cresceu 83% entre os anos de 2018 e 2019, saindo de R$ 44,533 milhões para R$ 81,504 milhões ao final do ano passado. Em 2017, o indicador ficou em R$ 25,919 milhões.

A Méliuz integra a grupo de startups e pequenas empresas, incluindo a Wine e a Enjoei.com, que fazem fila para abrir o capital na bolsa de valores de São Paulo, de olho na oportunidade de captar bilhões de reais para financiar as operações.

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Arthur Guimarães

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