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IPO: cinco empresas que podem abrir seu capital na B3 em 2019

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Após a estreia do Grupo SBF, dono da Centauro (CNTO3) realizar a oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), na última quarta-feira (17), o mercado brasileiro está de olho em novas aberturas de capital na Bolsa de Valores de São Paulo em 2019.

A próxima empresa a realizar um IPO deve ser a Vamos Locação. A locadora já apresentou o pedido de abertura de capital à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Saiba mais – IPO da Centauro rende R$ 772,2 milhões

Vejas as empresas que poderiam abrir seu capital este ano:

Vamos Locação

A Vamos Locação é controlada pelo grupo Julio Simões (JSL/JSLG3), que também controla locadora de veículos Movida (MOVI3).

Voltada para a locação de caminhões, máquinas e equipamentos agrícolas, a Vamos conta com contratos de longo prazo. Os clientes da locadora englobam os setores:

  • agronegócios;
  • energia;
  • transporte;
  • e alimentos.

O IPO contará com 52,9 milhões de ações ordinárias. Dentre tais papeis, 51% serão primários e 49% secundários.

No preço médio do intervalo (R$ 17 a R$ 21) de R$ 19 por ação, o valor total da oferta será de R$ 1 bilhão.

Confira abaixo o resultado da empresa em 2018:

IPO

É possível observar que a empresa obteve bom Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization (Ebitda) em 2018, de R$ 453,2 milhões. Além de um lucro líquido 25,6% maior em 2018 sobre 2017: de R$ 92,6 milhões, o lucro avançou para R$ 116,3 milhões no ano passado.

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Blau Farmacêutica

A Blau Farmacêutica havia agendado o IPO para o ano passado. Contudo, a abertura de capital foi adiada devido ao objetivo da companhia de captar entre R$ 650 milhões e R$ 1 bilhão.

A farmacêutica foi fundada por Marcelo Hanh década de 1980, como uma pequena importadora de preservativos. Naquela época, a epidemia de Aids (síndrome da imunodeficiência adquirida) estava começando a assustar a população mundial.

Com comercialização e exportação para 22 países, atualmente a atuação da Blau encontra-se em medicamentos de alta complexidade, como:

  • oncologia;
  • nefrologia;
  • hematologia;
  • e infectologia.

No último dia 11, a Blau anunciou que o seu pedido de registro de Emissor, para a Categoria “A” (Companhia Aberta), foi aceito CVM.

Confira abaixo o resultado da empresa em 2018:

IPO

No ano passado, o crescimento do lucro líquido representou alta de 19,5% ante 2017, de R$ 103 milhões para R$ 123 milhões. A receita líquida da companhia cresceu 26,6% no mesmo período, de R$ 618 milhões, para R$ 782 milhões.

Tivit

A Tivit (TVIT3), empresa do segmento de tecnologia da informação (TI), foi fundada em 1998 e atualmente é presidida por Carlos Gazaffi.

A multinacional brasileira de TI tem seu processo de oferta pública inicial de ações secundárias em análise na CVM.

Presente em mais de dez países, a companhia fornece soluções digitais, divididas em quatro linhas:

  • Digital Busines (negócios digitais);
  • Cloud Solutions (soluções da nuvem);
  • Digital Payments (pagamentos digitais);
  • e Infrastructure Management Services (e serviços de administração de infraestrutura).

Agibank

O banco gaúcho Agibank nasceu em 1999 como Agiplan, mas já atuava como instituição financeira. Com o IPO aguardado desde 2018, a companhia preferiu esperar que a volatilidade da Bolsa de São Paulo passar para realizar a oferta.

A Agibank almeja captação de cerca de R$ 2,5 bilhões. Os recursos serão investidos em:

  • tecnologia;
  • aquisições;
  • e abertura de agências físicas;

“Estamos com tudo pronto desde meados do ano passado, mas preferimos aguardar a volta dos estrangeiros que só virão quando houver maior previsibilidade fiscal”, afirmou o diretor financeiro, Paulino Ramos Rodrigues à revista “Exame”.

O banco possui foco nas classes C e D, e levanta a bandeira do crédito para pessoas desbancarizadas e ignoradas pelas grandes instituições. Similarmente às fintechs.

Contudo, a atuação do Agibank é diferente das fintechs, que oferecem juros baixos à população. No caso do banco, empréstimos e créditos consignados são acompanhados de altas taxas de juros, devido ao risco de  inadimplência.

Confira abaixo o resultado da empresa em 2018:

IPO

Na comparação entre 2018 e o ano anterior, houve alta de 19% no lucro líquido do Agibank, que subiu de R$ 128,8 milhões para R$ 153,3 milhões. O resultado operacional da empresa foi de R$ 243,7 milhões no ano passado, com alta de 17,6% sobre 2017 (R$ 207,3 milhões).

BBDTVM

A BB DTVM é líder da indústria nacional de fundos de investimento e carteiras administradas, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

A empresa atua em soluções de gestão nos segmentos do mercado:

  • Varejo;
  • Alta Renda;
  • Private;
  • Corporate;
  • Estrangeiros;
  • Governo
  • e Investidores Institucionais.

O presidente-executivo do Banco do Brasil, Rubem Novaes, declarou no início de abril ao jornal “O Globo” a intenção de abrir o capital da empresa.

“O meu sonho é que o BB se torne uma grande ‘Corporation, mas o país não está preparado para isso”, disse o presidente. Novaes também afirmou que vê maior sentido em uma parceria na BB DTVM. Com isso, o negócio ganharia corpo, para então realizar o IPO.

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Amanda Gushiken
Amanda Sayuri Gushiken escreve sobre finanças e negócios para o portal Suno Notícias. Antes, trabalhou selecionando notícias da imprensa para clientes do mercado financeiro. Também desenvolve pesquisa acadêmica pela Universidade Anhembi Morumbi na área de Teorias da Comunicação e é fotógrafa nas horas vagas.