Integral Brei projeta FII de R$ 5 bilhões como maior ESG do Brasil

Integral Brei projeta FII de R$ 5 bilhões como maior ESG do Brasil
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A crescente demanda por investimentos que sigam os padrões ESG (padrões ambientais, sociais e de governança, em sua sigla em inglês) é uma oportunidade também para os fundos imobiliários (FIIs) na avaliação da gestora Integral Brei.

De olho nesse novo mundo, a Integral Brei prevê captar R$ 5 bilhões em um FII, localizado em Brasília (DF), que dará origem a uma smart city na Asa Norte da capital federal, cumprindo todos os requisitos do padrão ESG.

“É um fundo com características para ser o maior fundo ESG imobiliário do País”, disse Vítor Guimarães Bidetti, CEO da Integral BREI.

Confira também: Especial SUNO Notícias – Entrevistas com gestores

“O público-alvo para os investidores iniciais serão investidores profissionais e também estamos de olho nos investidores internacionais, que já vinham nessa pegada de ESG, e agora virou febre. Alguns fundos soberanos que aumentaram parcelas de investimentos em portfólios e os próprios fundos de pensão no Brasil também”, afirmou Bidetti.

Confira a entrevista do SUNO Notícias com Vítor Guimarães Bidetti, CEO da Integral BREI:

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-Como está a estruturação desse novo fundo?
A gente está em fase inicial da estruturação do fundo, mas é um trabalho que a gente vem desenvolvendo a proximamente um ano. O Biotic é um terreno que foi destacado há alguns anos, com aproximadamente de 1 milhão de m² na ponta da Asa Norte em Brasília. Você já não tem terrenos com essa característica e o pensamento foi desenvolver um polo tecnológico no local.

Serão nichos residenciais, escritórios, um pouco de hotelaria, mas um direcionamento, a princípio, todo para locação. Então, há um ano atrás fomos contatados pelo pessoal da Biotic, que já haviam contratado a E&Y também, para saber quais seriam as maneiras de captar recursos e eles indicaram que seria pelo mercado de capitais.

A gente tornou nossas gestoras signatárias nos organismos de investimento ESG há mais de dois anos. Então já vínhamos desbravando essa fronteira e quando tive contato com esse projeto, achei que seria o principal case com tal característica no Brasil, que já nasce como smart city, focado na sustentabilidade, com possibilidade de implementação desde a largada com compromisso de sociabilidade e governança.

Nesse momento montamos um grupo multidisciplinar para fazer o planejamento e detalhamento com arquitetos e urbanistas locais para darem uma visão mais específica para o projeto, assim como incorporadoras regionais. Vamos definir em cerca de quatro fases e vamos definir quais os alcances, volume e prazos dessas fases.

-Quando o novo fundo estará pronto?
Achamos que mais 30, 45 dias já estaremos com o fundo constituído através da integralização do terrenos. Mais uns 45 dias, nosso cronograma prevê que no meio de outubro a gente já deve sair com uma primeira captação.

-Quanto vocês esperam captar?
O projeto inteiro temos uma estimativa de R$ 5 bi entre terreno e todas as fases. O terreno tem uma avaliação inicial de aproximadamente R$ 1 bi e R$ 4 bi de CAPEX (investimentos). Então seria um fundo com investimento total de R$ 5 bi e uma primeira emissão para a primeira fase achamos que seria algo entre R$ 1,5 bi e R$ 2 bi.

É um fundo com características para ser o maior fundo ESG imobiliário do País. O público-alvo para os investidores iniciais serão investidores profissionais e estamos de olho nos investidores internacionais que já vinham nessa pegada de ESG e agora virou febre. Alguns fundos soberanos que aumentaram parcelas de investimentos em portfólios e os próprios fundos de pensão no Brasil também.

Com a Selic em mínima histórica, os fundos de pensão tem um déficit enorme e precisam diversificar. Eles tem uma nova regra que prevê que eles podem ter 20% do portfólio através do mercado de capitais e já começaram a botar o pé na indústria ano passado, falam que buscam projetos grandes.

O público alvo vai ser de investidores profissionais e devemos focar nos internacionais, com ênfase em fundos soberanos ou fundos de pensão nacionais e alguns family offices.

-Vocês pensam em possibilitar o investimento de pessoas físicas?
Na fase de desenvolvimento e performance em investidor profissional. E, depois, já gerando renda, pensamos em abrir para pessoa física, sim, em uma nova emissão.

-Me fale mais do parque tecnológico em Brasília?
Inicialmente, nos primórdios, falava de parque tecnológico. Isso evoluiu para smart city e hoje se trata de um distrito de inovação. É uma evolução da pegada que eram distritos voltados para empresas de tecnologia. O Biotic é muito mais que isso, então temos nichos variados, um bairro completo e planejado.

Entrevista com Integral Brei

Vinicius Pereira

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