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Banco da Inglaterra pode reduzir juros conforme andamento da economia global

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O membro externo do comitê de política monetária do Banco da Inglaterra (BoE, em inglês), Michael Saunders, disse nesta sexta-feira (27) que as indefinições que rodeiam o Brexit “provavelmente continuarão mantendo o crescimento da economia britânica abaixo do potencial por algum tempo.”

Para o membro do Banco da Inglaterra, caso a economia global permaneça demonstrando uma baixa perspectiva de crescimento, poderão ocorrer novos “relaxamentos na economia”, que seriam cortes na taxa de juros.

“Em um cenário assim – não um Brexit sem acordo, mas persistência de altas incertezas – provavelmente será apropriado manter uma postura de política monetária expansionista e talvez ampliar o relaxamento,” disse o membro do Banco da Inglaterra.

Para evidenciar sua ideia de corte na taxa de juros, Saunders afirmou que “é bem plausível que o próximo movimento do BoE seja para baixo, em vez de para cima”. O membro do comitê de política monetária da Inglaterra ponderou que o corte pode acontecer mesmo que o Brexit sem acordo seja impedido.

Banco da Inglaterra manteve taxa de juros inalterada

Há pouco mais de uma semana, no dia 19 de setembro, o Banco da Inglaterra (BoE) manteve a taxa de juros básica em 0,75% ao ano. A decisão foi unânime e contou com todos os nove votos a favor.

Além dos juros, o comitê que gerencia a política monetária sancionou a manutenção do estoque de compra de bônus corporativos não financeiros em 10 bilhões de libras e o de Gilts em 435 bilhões de libras. Gilts são títulos de dívidas emitidos pelo governo do Reino Unido.

“Desdobramentos relacionados ao Brexit estão deixando dados econômicos do Reino Unido mais voláteis, com o PIB (Produto Interno Bruto) caindo 0,2% no segundo trimestre de 2019 (em relação ao trimestre anterior), e agora esperamos que cresça 0,2% no terceiro trimestre”, informou a autoridade monetária.

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O conselho que administra a política monetária do Banco da Inglaterra afirmou que a perspectiva para a economia britânica ainda é positiva, mesmo com a desaceleração recente.

“O governo anunciou um aumento significativo em gastos departamentais para o período de 2020 a 2021, que poderia elevar o PIB em torno de 0,4% ao longo do período de projeção do comitê, todo o mais sendo constante”, destacou o banco.

O Banco da Inglaterra também disse que um possível Brexit sem acordo poderia fazer com que a libra caísse e a inflação aumentasse. Além disso, a autoridade monetária ressaltou que o crescimento do PIB possa desacelerar com um Brexit sem acordo.

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Juliano Passaro
Juliano Passaro escreve sobre política, economia e negócios para o portal da Suno Research. Antes da Suno, trabalhou no Portal da Band. É formado em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.