Economia

Inflação: IPCA sobe 0,25% em fevereiro, diz IBGE

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A inflação medida pelo IPCA subiu 0,25% em fevereiro, divulgou o IBGE na manhã desta quarta-feira. O resultado é o menor para o mês desde 2000. Com isso, o índice oficial para variação de preços ao consumidor no país acumula alta de 0,46% no ano.

O grupo que apresentou maior alta de preços em fevereiro foi o de educação, por conta dos reajustes de mensalidade habituais no início do ano. A maior variação da inflação nestes itens aconteceu em cursos regulares (4,42%), enquanto o grupo cursos diversos  subiu 2,67%.

O item alimentação e bebidas, responsável por cerca de um quarto do IPCA, teve variação de 0,11% em fevereiro ante 0,39% em janeiro. A alta menor, segundo o IBGE, aconteceu por conta da queda no preço de carnes em relação ao mês anterior.

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“Com a deflação observada em fevereiro, as carnes apresentaram o maior impacto individual negativo no índice do mês (-0,09 p.p.) e contribuíram para a desaceleração da alimentação no domicílio (0,06%)”, diz o órgão em nota.

Em relação às baixas, o grupo que teve a maior queda de preços no mês foi o de vestuário (-0,48%). A redução foi identificada pelo IBGE em roupas femininas (-1,23%), roupas masculinas (-1,05%), calçados e acessórios (-0,46%) e, também, nas roupas infantis (-0,34%).

Inflação e taxa de juros

Em 12 meses até fevereiro, o IPCA acumulou alta de 4,01%. O resultado é menor que o verificado em janeiro, quando a inflação em um ano somava 4,19%. A meta de inflação para este ano definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 4%.

Inflação acumulada em 12 meses. Fonte: IBGE

O órgão do governo também estipulou margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Os economistas ouvidos pelo BC no Boletim Focus estimam que o IPCA fechará o ano em 3,20%.

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A inflação é um dos indicadores levados em conta pelo Copom, órgão do Banco Central, para definir a taxa básica de juros. Atualmente, a Selic está em 4,25% ao ano, menor patamar da história.

Além da inflação em nível abaixo da meta, analistas de mercado vêem espaço para novo corte de juros no Brasil como estímulo à economia frente a uma possível redução de atividade causada pelo coronavírus (Covid-19). Nesta quarta-feira, o banco central da Inglaterra anunciou  redução de 0,50 ponto percentual na taxa de juros, a 0,25%, por causa da epidemia. Na última semana, o Fed, banco central americano, tomou medida semelhante.

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Felipe Machado
Felipe Machado é editor na Suno Research. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foi repórter de Serviços no Valor Econômico e de Economia no site da Veja.