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Ibovespa fecha em baixa com ameaça comercial de Trump ao México

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O Ibovespa fechou em queda de 0,44% com 97.030,32 pontos, nesta sexta-feira (31). A baixa refletiu o cenário externo, com o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçando taxar os produtos mexicanos importados. A partir de 10 de junho, haverão tarifas alfandegárias de 5% sobre os produtos mexicanos importados, nos Estados Unidos.

Deste modo, as ações de montadoras com fábricas no México despencaram, assim como índices acionários em todo o mundo, incluindo o Ibovespa.

A pontuação mínima do Ibovespa foi de 96.792,40 pontos, e a máxima de 97.992,31 pontos. Em maio, a alta do índice acionário foi de 0,7%. Este foi o primeiro crescimento positivo registrado pelo índice para o mês, desde 2009.

Assim, o ganho do índice da Bolsa de Valores de São Paulo em 2019 já toca 10,4%.

Trump anuncia taxas ao México

Na noite da última quinta-feira (30), Trump anunciou a possibilidade de taxar os produtos importados do México. A medida deve ocorrer como compensação da imigração ilegal de mexicanos aos Estados Unidos.

Deste modo, a decisão de Trump mira eliminar a entrada de imigrantes clandestinos em território dos EUA.

Segundo comunicado da Casa Branca, o percentual das taxas sobre produtos importados mexicanos vai aumentar gradualmente, caso não haja queda na imigração ilegal, conforme:

  • 10 de junho: tarifas alfandegárias de 5%;
  • 1º de agosto: tarifas alfandegárias de 15%;
  • 1º de setembro: tarifas alfandegárias de 20%;
  • 1º de outubro: tarifas alfandegárias de 25%;

Quando a taxa chegar a 25%, deve permanecer no percentual indefinidamente.

Montadoras caem

Após o anúncio, diversas montadoras ao redor do mundo apresentaram baixa nos papeis.

Confira abaixo a retração das ações das montadoras listadas na Bolsa de Valores de Tóquio (TYO), no fechamento:

  • Nissan: queda de 5,31% a 735 ienes.
  • Toyota: queda de
  • Honda: queda de 4,26% a 2.651 ienes.
Confira abaixo a contração das ações das montadoras listadas na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), no fechamento:
  • General Motors (GM): queda de 4,57% a US$ 33,24.
  • Ford: queda de 2,57% a US$ 9,49.

A Fiat Chrysler Automobiles (FCA) é listada na Bolsa de Valores de Milão (BIT). As ações da companhia encerraram com queda de 4,76%, sendo cotadas a 11,44 euros.

Saiba mais – Montadoras tem perdas nas Bolsas após Trump anunciar taxas ao México

China deve compor lista de empresas estrangeiras não confiáveis

O ministério do Comércio da China, afirmou que o governo criará uma lista de empresas estrangeiras “não confiáveis”.

“As empresas, organizações e particulares estrangeiros que não respeitam as normas de mercado, que se afastam do espírito de um contrato, que impõem embargos ou param de fornecer peças a empresas chinesas por motivos não comerciais e afetam gravemente seus interesses e direitos legítimos serão colocadas em uma lista de entidades não confiáveis“, disse o porta-voz do ministério da China, Gao Feng.

A medida foi tomada após Donald Trump, colocar a líder do 5G, Huawei, em sua lista negra.

Saiba mais – China vai criar lista de empresas estrangeiras não confiáveis

Prazo encerrado para emendas da reforma da Previdência

Na noite da última quinta-feira (30), encerrou-se o prazo para deputados e partidos apresentarem emendas à PEC. A comissão especial recebeu 277 emendas à proposta compilada pelo ministério da Economia.

Saiba mais – PEC da reforma da Previdência já tem 277 emendas

Desemprego no Brasil cai

A taxa de desemprego caiu para 12,5% no Brasil, durante o trimestre encerrado em abril. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (31), agora o desemprego atinge 13,2 milhões de pessoas.

Os novos dados divulgados pelo IBGE apontam um recuo em relação a taxa registrada no trimestre com final em março, onde o desemprego atingia 12,7% da população. Comparado ao mesmo período do ano anterior, a taxa de desempregados caiu 0,4 ponto percentual.

Saiba mais – Desemprego cai e agora atinge 12,5% da população brasileira, diz IBGE

BRF é destaque negativo do Ibovespa

A BRF (BRFS3) foi destaque negativo do índice acionário da B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) no pregão desta data.

Na véspera, a empresa anunciou que está negociando com a Marfrig (MRFG3) uma fusão. A informação foi divulgada em fato relevante pela BRF.

Na véspera, as empresas assinaram um Memorando de Entendimentos vinculante. Tal memorando prevê período de exclusividade de 90 dias (prorrogáveis por 30 dias) no qual as empresas não poderão iniciar negociações com terceiros.

Saiba mais – BRF e Marfrig, gigantes dos alimentos, anunciam negociação de fusão

Bolsas internacionais

  • Nasdaq (Estados Unidos): queda de 1,51%
  • FTSE 100 (Reino Unido): queda de 0,78%
  • Nikkei (Japão): queda de 1,63%
  • CAC40 (França): queda de 0,79%

Maiores altas do Ibovespa

  • EGIE3 alta de 4,77% (R$ 46,32)
  • BRKM5 alta de 4,06% (R$ 42,78)
  • UGPA3 alta de 3,87% (R$ 20,68)
  • ENBR3 alta de 3,87% (R$ 19,84)
  • TAEE11 alta de 3,35% (R$ 26,53)

Maiores quedas do Ibovespa

  • BRFS3 queda de 4,52% (R$ 27,70)
  • SUZB3 queda de 3,24% (R$ 32,22)
  • BTOW3 queda de 3,15% (R$ 31,40)
  • IRBR3 queda de 2,32% (R$ 101,88)
  • PETR4 queda de 2,29% (R$ 25,55)

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Amanda Gushiken
Amanda Sayuri Gushiken escreve sobre finanças e negócios para o portal Suno Notícias. Antes, trabalhou selecionando notícias da imprensa para clientes do mercado financeiro. Também desenvolveu pesquisa acadêmica pela Universidade Anhembi Morumbi na área de Teorias da Comunicação e é fotógrafa nas horas vagas.