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Ibovespa encerra em alta de 0,89% e retorna aos 104 mil pontos

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O Ibovespa encerrou nesta quinta-feira (12) em alta e atingiu a casa dos 104 mil pontos novamente.

No fechamento do pregão, o Ibovespa registrava alta de 0,89%, a 104.370,91 pontos. O índice iniciou o dia já operando em variação positiva de 0,69%, alcançando 104.161,11 pontos, por volta das 10h15.

O mercado reagiu à nova lei das teles aprovada pelo Senado Federal. Além disso, ainda no setor de telefonia, uma suposta fusão entre TIM e Oi movimentou os investidores.

Além disso, ainda no cenário interno, C&A apresentou um pedido de oferta inicial de ações para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

No cenário externo, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou que um corte nas taxas de juros.

Nova lei das teles

O Plenário do Senado Federal aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLC) 79/2016, que irá beneficiar todas as operadoras telefônicas, principalmente a Oi (OIBR3; OIBR4).

Saiba mais: Oi: Plenário do Senado Federal aprova nova lei das teles

O texto da relatora e senadora Daniella Ribeiro, que altera o regime de concessão da telefonia, foi aprovado na manhã da última quarta pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado. Após a comissão, o PLC seguiu com urgência ao Plenário.

A mudança ajudaria a Oi, pois a operadora deixaria de ser concessionária e competiria em igualdade com suas concorrentes.

Fusão entre Oi e TIM

A Oi também movimentou o mercado por contra de uma suposta fusão entre a companhia e a TIM.

Saiba mais: Fusão entre TIM e Oi pode sair do papel, diz BTG

Após a decisão do Senado sobre a nova lei de teles, o banco BTG Pactual disse que “a Oi é um ativo estratégico para os investidores que desejam entrar ou expandir a sua presença no mercado brasileiro de telecomunicações”.

Os analistas do banco Carlos Sequeira, Bernardo Teixeira e Osni Carfi disseram que, movido pelas suas “ultra-sinérgicas” redes e servições, a possibilidade de fusão entre Oi e TIM (TIMP3) aumentou consideravelmente.

IPO da C&A

Os investidores também reagiram ao pedido de oferta inicial de ações (IPO) reapresentado pela C&A. O objetivo da varejista, que enviou seu prospecto para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), é arrecadar cerca de R$ 2 bilhões.

Saiba mais: C&A reapresenta pedido de abertura de capital na CVM

Segundo o prospecto preliminar da operação, os recursos obtidos com a oferta primária de ações serão usados para pagar empréstimos intracompany e para expansão orgânica do grupo.

A varejista também está preparando plano de expansão que prevê a abertura de 159 novas lojas no Brasil. Além disso, a empresa também pretende melhorar sua plataforma de comércio eletrônico e as ofertas de produtos financeiros.

Corte de juros do BCE

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou um novo pacote de estímulos à economia do velho continente.

Saiba mais: Banco Central Europeu anuncia corte de juros

Como já era esperado, as taxas de juros foram retraídas e foi aprovada uma nova rodada de compras de títulos para estimular o crescimento da zona do euro. O intuito também era conter as preocupantes expectativas de inflação.

O BCE reduziu sua taxa de depósito de -0,40% para -0,50%, um recorde na série histórica. Também voltará às compras de títulos a um ritmo de 20 bilhões de euros por mês a partir de novembro, retomando seu programa de relaxamento quantitativo.

Confira o fechamento de algumas bolsas:

  • Alemanha: índice Dax (GDAXI) obteve alta de 0,41%.
  • Itália: índice FTSE MIB obteve alta de 0,29%.
  • França: índice CAC 40 (FCHI) obteve alta de 0,44%.

Última cotação do Ibovespa

Na última sessão, quarta-feira (11), o Ibovespa encerrou com uma alta de 0,40%, chegando a 103.445,602 pontos.

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Giovanna Almeida
Giovanna Oliveira escreve sobre economia e política para o portal Suno Notícias. Antes, foi repórter do portal de jornalismo da ESPM-SP e produziu conteúdo para a Corinthians TV. É estudante da ESPM.