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Ibovespa encerra em baixa com adiamento do FGTS

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O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira (19), terminando o dia com uma baixa de 1,21%, em 103.451,93 pontos. O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3) teve influência das notícias sobre a liberação do FGTS.

Ibovespa pode ter sido afetado pelo relato do presidente do BNDES, Gustavo Montezano, que disse que a economia brasileira está em colapso. O adiamento da liberação do FGTS também pode ter influenciado a bolsa.

FGTS

O anúncio da liberação das contas do FGTS foi adiado nesta sexta-feira (19). A intenção do governo era anunciar a medida na última quinta-feira (18). Entretanto, a pressão que o setor de construção civil impôs e o curto prazo que a Caixa teria para planejar os atendimentos aos servidores prorrogou a liberação.

Confira também: Não tínhamos concluído os estudos sobre liberação do FGTS, diz Onyx 

A informação de que outras regras para os saques serão exigidas também foi divulgada nesta sexta. As novas providências foram tomadas porque o governo quer impedir que haja uma diminuição excessiva na quantidade de recursos do fundo.

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, informou que a liberação   será confirmada na próxima quarta-feira (24). Além disso, Lorenzoni disse que as informações sobre o FGTS vazaram antes da conclusão dos estudos sobre o assunto.

Economia em colapso

O novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, disse nesta sexta-feira que a economia brasileira está em colapso.

Segundo Montezano, o situação negativa na economia do Brasil foi causada por políticas dos últimos governos que levaram ao crescimento exagerado do Estado. Dessa forma, para ele, a função do BNDES é “desfazer os estragos dos últimos anos”.

Como exemplo para a  crise econômica, o presidente do BNDES disse que 30 milhões de pessoas estão, atualmente, desempregas no Brasil.

Baixa no consumo

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) caiu 1,7% em julho em comparação com o mês de junho. A informação foi divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Segundo a CNC, o indicador registrou 89,8 pontos em julho em relação aos 91,3 pontos de junho. A escala varia entre zero e 200 pontos. No entanto, a intenção de consumo em julho teve alta de 5,5 ante o mesmo mês de 2018.

Essa é a quinta redução seguida. Dessa forma, os únicos meses de 2019 que apresentaram alta na intenção de consumo foram os dois primeiros do ano. Os resultados para esses meses foram de 5,1% e 2,7%, respectivamente.

Última cotação

Na última quinta-feira (18), o Ibovespa fechou em alta de 0,83% com 104.716 pontos.

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Juliano Passaro
Juliano Passaro escreve sobre política, economia e negócios para o portal da Suno Research. Antes da Suno, trabalhou no Portal da Band. É formado em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.