Ibovespa cai 2,6% na abertura após recuo das bolsas globais

Ibovespa cai 2,6% na abertura após recuo das bolsas globais
Futuros de NY operam no vermelho no aguardo de resultados; S&P recua 0,9%

O Ibovespa abriu forte queda nesta sexta-feira (12), após estar fechada na última quinta-feira (11), devido ao feriado de Corpus Christi, enquanto as bolsas mundias derretiam.

Por volta das 10h25, o Ibovespa variava negativamente 2,62%, a 92.202,39 pontos. O mercado norte-americano e europeu caíram devido ao pessimismo exterior com o combate à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Alguns investidores temem o impacto de uma possível nova onda de infecções.

Ademais, os investidores permanecem atentos aos efeitos do coronavírus na economia europeia, além de outros possíveis pacotes de estímulos econômicos do governo estadunidense.

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Mercado mundial cauteloso

Na última quinta-feira, o mercado norte-americano observou seu pior dia desde março. O Dow Jones Industrial Average, que contempla as empresas mais tradicionais dos EUA, caiu 6,90%, o S&P 500 recuou 5,89%, enquanto a Nasdaq teve uma baixa de 5,27%.

Devido ao pessimismo quanto ao combate à pandemia do coronavírus, as bolsas europeias também tiveram um dia de fortes perdas; o DAX 30, índice alemão, caiu 4,47% na última quinta, o Euro Stoxx 50, maior índice acionário da zona do euro, recuou 4,53%.

As American Depositary Receipts (ADRs) de companhias brasileiras negociadas no mercado norte-americano registraram fortes quedas na última quinta. As principais foram:

  • Azul (-21,80%);
  • Embraer (-13,52%);
  • Petrobras (-9,0%);
  • Itaú (-7,84%);
  • Vale (-6,99%);

O mercado está atento à possibilidade de uma segunda onda de infecções da pandemia, além da posição cautelosa do Federal Reserve (Fed) quanto ao combate à crise.

Alguns estados norte-americanos, como Arizona, Califórnia, Flórida e Texas, apresentaram picos de casos e internações nos últimos dias, em relação às últimas duas semanas. O aumento dos casos elevou o total no território estadunidense a mais de 2 milhões. O total de mortes já ultrapassou 113 mil.

Além disso, o presidente da autoridade monetária norte-americana, Jerome Powell, disse, na última quarta-feira, que a pandemia pode resultar em danos econômicos permanentes e um período prolongado de alto desemprego. Entretanto, a autoridade monetária central do país mostrou-se disposta a continuar com os esforços para estimular a economia.

O presidente norte-americano, Donald Trump, em sua conta pessoal do Twitter, reiterou que o Fed está errado, e que há indícios de que a economia do país deve demonstrar uma forte recuperação a partir do terceiro trimestre, voltando ao normal no ano que vem.

The Federal Reserve is wrong so often. I see the numbers also, and do MUCH better than they do. We will have a very good Third Quarter, a great Fourth Quarter, and one of our best ever years in 2021. We will also soon have a Vaccine & Therapeutics/Cure. That’s my opinion. WATCH!

— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) June 11, 2020

Segundo Altaf Kassam, chefe de estratégia de investimentos da State Street Global Advisors na Europa, em entrevista ao jornal “The Wall Street Journal”, “não vamos nos recuperar rapidamente, e haverá dor pela frente”, em referência à expectativa da retomada da economia em “V”.

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Além disso, os investidores ficam na expectativa por novos pacotes de auxílio econômico do governo estadunidense. O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, afirmou que está sendo avaliada uma segunda rodada de estímulos à população dos EUA. Isso iria contribuir para o aumento dos gastos de famílias, principal expoente do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Tombo da produção industrial europeia

A produção industrial da zona do euro recuou 17,1% em abril, em relação a março. Esse é o nível mais baixo da série histórica do indicador, em razão da pandemia, segundo informou o Eurostat nesta sexta-feira.

As medidas de contenção do coronavírus foram amplamente implementadas em abril deste ano, e continuaram a ter um impacto significativo na produção industrial da região, segundo o relatório da agência europeia.

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O Eurostat informou que a queda é “muito superior” aos 3% registrados no fim de 2008 e início de 2009, em meio à crise do subprime, instaurada nos EUA. Após mais tarde, a crise da dívida chegou à União Europeia (UE).

A produção industrial da principal economia da zona do euro, a Alemanha, recuou 21% em abril, após cair 10,7% em março. A França, a segunda maior economia da região, registrou uma queda de -20,3% em abril, frente a -16,4%, em março.

Maiores altas e baixas do Ibovespa

Confira algumas das maiores altas e baixas das ações do Ibovespa logo após a abertura.

Bolsas no exterior

Além do Ibovespa, confira o desempenho dos principais índices acionários no exterior nesta sexta-feira, por volta das 10h30.

  • Londres (FTSE 100): +1,48%
  • Frankfurt (DAX 30): +1,05%
  • Paris (CAC 40): +1,96%
  • Milão (FTSE/MIB): +1,43%
  • Xangai (SSEC): -0,04% (fechada)
  • Tóquio (Nikkei 225): -0,75% (fechada)
  • Nova York (S&P 500) futuro: +2,22%

Última cotação

Na sessão da última quarta-feira, o Ibovespa fechou em queda de 2,13%, a 94.685,98 pontos.

Jader Lazarini

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