FII: HGLG11 tem queda atípica nessa terça-feira; Entenda os motivos

FII: HGLG11 tem queda atípica nessa terça-feira; Entenda os motivos
O FII de logística HGLG11 chamou a atenção dos investidores após apresentar uma queda atípica para a categoria

O Fundo de Investimento Imobiliário (FII) de logística HGLG11 chamou a atenção dos investidores nessa terça-feira (1) após apresentar uma queda atípica para a categoria. O fundo fechou o dia registrando um recuo de 5,16%, cotado a R$ 171,86.

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Frente a isso, o fundador da SUNO Research, Thiago Reis, e o analista de FIIs, Professor Baroni, fizeram uma live para explicar o motivo da queda do HGLG11 durante o dia.

Baroni destacou que o HGLG11 é um dos maiores fundos logísticos do Brasil e veio ao mercado há 10 anos. O fundo já chega ao patamar de R$ 3 bilhões e tem quase 205 mil cotistas. “É um fundo robusto, muito bem administrado por uma das maiores administradoras e gestoras do mercado hoje, que é a CSHG“, apontou o analista.

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Segundo o analista, o fundo passou por algumas dificuldades durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19),  mas superou com uma reserva de lucros que possuía. Ele ainda lembrou que o FII chegou a ter 62% das receitas diferidas com algum tipo de negociação.

Entre abril e maio o fundo rodou a praticamente a 70% da sua renda, lembrou Baroni. “Mas já tem agora uma visão muito mais clara, e partir de outubro ou novembro começa a ter essa receita que foi diferida integrada na linha de receitas de novo”, completou.

Além disso, o fundo realizou uma emissão de R$ 1 bilhão, “uma oferta muito grande”, comentou o professor,  e já começou o processo de alocação. Baroni explicou que “infelizmente o primeiro ativo que eles anunciaram na alocação, o vendedor optou por devolver o sinal de R$ 10 milhões que foi dado”. Contudo, destacou que foi pago o sinal corrigido e o fundo entrou com esse dinheiro de volta no caixa.

O FII Anunciou recentemente a aquisição de dois imóveis por R$ 346 milhões. Um dos imóveis é um galpão logístico com 58 mil metros de área, em Itupeva “uma localização muito boa”, ponderou o analista. O outro imóvel é localizado em Minas Gerais e conta com aproximadamente de 130 mil metros quadrados.

O aconteceu com o HGLG11 hoje

Baroni acredita que estamos vivenciando a maior flipagem da história do Fundos Imobiliários no Brasil, e isso chamou a atenção dos investidores.

Por volta das 17h o volume dessa flipagem estava próximo de R$ 75 milhões. “Isso mostra que a indústria também está sendo feita por investidores que tem viés um pouco mais especulativo, um viés de buscar um ganho adicional dentro das emissões”, apontou.

Comentando sobre a queda de hoje, o analista apontou que “não há problema com o fundo, mas é uma consequência de uma emissão muito volumosa”, que foi vista nos últimos 45 dias, e  hoje todas essas cotas foram integralizadas.

Sobre a continuação do processo, o professor explicou que possivelmente essa volatilidade e esse volume expressivo possam continuar por mais alguns dias. “Já vimos isso acontecer outras vezes, mas não na intensidade e no volume como agora”.

Baroni sinalizou que apesar de não ter problemas com o fundo hoje, ele tem um caixa de aproximadamente R$ 600 milhões, com uma reserva R$ 0,90 por cota, “claro que isso é proporcional ao fundo antes, então vai cair um pouquinho”.

Nesse sentido o professor acredita que é muito provável que eles consigam manter essa renda “tranquilamente” até que a alocação dos recursos sejam finalizadas.

Ele ainda destacou que isso é um ponto de atenção pra aqueles cotistas que podem tentar especular na compra ou na venda do FII HGLG11.

Laura Moutinho

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